Syngenta realiza ação solidária de reflorestação em Oleiros

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A Syngenta juntou-se à causa solidária de apoio às vítimas dos incêndios de Pedrógão, realizando uma ação de reflorestação na freguesia de Sobral, concelho de Oleiros, no dia 21 de Dezembro. A equipa da Syngenta plantou 500 castanheiros numa das localidades mais fustigadas pelo fogo, em colaboração com a ANEFA- Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente.

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«Todos os anos, por altura do Natal, a Syngenta contribui para uma causa solidária e este ano decidimos vir ao terreno e realizar uma ação na região afetada pelos terríveis incendios do Verão. Plantámos 500 castanheiros com a ajuda de um proprietário local. É uma forma simbólica de ajudar estas populações que tanto precisam de apoio para reconstruir as suas vidas e esperamos que também sirva de exemplo a outras empresas que queiram juntar-se a esta causa», afirma Paulo Machado, director comercial da Syngenta em Portugal.

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A Syngenta financiou a surriba do terreno e os seus colaboradores realizaram a plantação das jovens plantas de castanheiro numa parcela do proprietário Ricardo Lopes Alves, reformado, 71 anos, repondo a mesma espécie que existia no terreno antes dos incêndios de Junho, que devastaram mais de 26.000 hectares de floresta nesta região, o equivalente a quatro vezes a área da cidade de Lisboa.

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«Optámos pela plantação de castanheiros numa faixa de gestão combustível em redor do aglomerado populacional para que no futuro, em caso de incêndio, as casas fiquem mais protegidas. O castanheiro é uma espécie de crescimento lento, ajuda na fixação dos solos e é mais resistente à destruição pelo fogo do que outras espécies florestais de crescimento rápido», explica Vera Santos, técnica da ANEFA presente na ação.
Ricardo Lopes Alves, o proprietário do terreno com uma área de 1,5 hectares onde existiam oliveiras, medronheiros e uma plantação jovem de castanheiros antes dos incêndios, reconhece que «esta ajuda da Syngenta é bem-vinda, estou muito satisfeito por conseguir dar nova vida a esta paisagem que agora está totalmente negra».

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Agri Innovation Summit conclui: é preciso colocar o agricultor no centro da Inovação

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A Syngenta patrocinou o Agri Innovation Summit, que decorreu em Porto Salvo, a 11 e 12 de Outubro. O Comissário Europeu da Agricultura, Phil Hogan, esteve lá e convergiu com os 600 participantes na principal conclusão do evento: é preciso transferir o conhecimento para o campo e colocar o agricultor no centro da Inovação.

O Agri Innovation Summit reuniu promotores de projetos de inovação tecnológica aplicada à agricultura, oriundos de toda a Europa, com o intuito de debater as oportunidades e os desafios da inovação e da digitização na agricultura e nas economias rurais.

Phil Hogan, Comissário Europeu da Agricultura, reconheceu que «a conetividade e as soluções digitais são áreas nas quais a PAC pode e deve melhorar em prol da economia rural»

Phil Hogan, Comissário Europeu da Agricultura, reconheceu que «a conetividade e as soluções digitais são áreas nas quais a PAC pode e deve melhorar em prol da economia rural»

 

 

 

 

O evento decorreu segundo um modelo inovador de pequenos grupos de trabalho, que no final das sessões apresentaram conclusões à organização, que devem servir de input aos legisladores e às empresas que fornecem tecnologia. Algumas das principais recomendações são: uso de novas tecnologias para gerar informação aberta e incentivar a sua partilha; integrar a informação e o conhecimento para desenvolver sistemas de apoio à decisão que acrescentem valor na exploração agrícola, ao consumidor e à sociedade; acessibilidade e transparência da informação em toda a cadeia de valor, do agricultor ao consumidor; acesso generalizado à banda larga para impulsionar a inovação focada no agricultor.

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Entre os projetos apresentados destacaram-se algumas linhas de trabalho como a Economia Circular aplicada na agricultura, visando aproveitar os resíduos como recursos. Por exemplo, o GreenTaste, projeto que envolve, entre outras entidades, a indústria portuguesa Italagro, pretende valorizar o tomate indústria verde que fica do campo como base para molhos e temperos de elevado valor nutricional, usando a fermentação por bactérias como processo inovador. Outro exemplo é a start-up portuguesa EntoGreen, que desenvolve tecnologias de base biológica para reutilizar restos de produtos vegetais. Recorre a larvas para inocular os resíduos, convertendo os nutrientes presentes nos desperdícios em fertilizante orgânico para o solo. Simultaneamente, as larvas, ricas em proteína e gordura, são processadas em farinha de inseto para soluções de nutrição animal.

Agricultores que já aplicam a agricultura de precisão estiveram no Agri Innovation Summit para partilhar as suas experiências. João Coimbra, da Quinta da Cholda, apresentou os resultados do projeto SmartCrop, através do qual aplica a dose certa de fertilizantes e água na cultura do milho, no local exato e em tempo ótimo, usando tecnologia de aplicação a taxa variável. O seu objetivo é aumentar a rentabilidade da exploração e reduzir as emissões de carbono. Por seu turno, a Sociedade Agricola Mazzoni, empresa italiana produtora de maçãs, pretende ajustar a quantidade de produtos fitofarmacêuticos que aplica nos pomares à variabilidade do potencial produtivo das árvores, criando para tal mapas geoferenciados de prescrição da calda. O seu objetivo é reduzir o impacto ambiental e aumentar a produtividade.

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Phil Hogan, Comissário Europeu da Agricultura, reconheceu que «a conetividade e as soluções digitais são áreas nas quais a PAC pode e deve melhorar em prol da economia rural (…) as novas tecnologias contribuirão para encontrar o equilíbrio entre a performance económica e a responsabilidade que pedimos aos agricultores na preservação do ambiente e na mitigação das alterações climáticas». Phil Hogan defendeu uma abordagem “multi-ator”: «se trabalharmos juntos – agricultores, investigadores, empresas e legisladores – conseguiremos obter um verdadeiro progresso na implementação da digitização no mundo rural» e afirmou que o Banco Europeu de Investimento deve ser convocado a cofinanciar este esforço.

A Syngenta patrocinou o Agri Innovation Summit por considerar que os objetivos desta cimeira estão alinhados com a sua política global e o compromisso que assumiu para com a agricultura sustentável, nomeadamente através do The Good Growth Plan. Este Plano, aplicado à escala mundial, visa dar resposta aos desafios centrais da nossa Sociedade: alimentar a crescente população mundial, combater a pobreza das comunidades rurais nos países em desenvolvimento dotando os agricultores de meios de produção mais eficazes e, simultaneamente, lutar contra a erosão dos solos e promover a biodiversidade.

Após 3 anos de implementação do The Good Growth Plan, a Syngenta desenvolveu uma rede de mais de 3700 quintas modelo através de parcerias locais, envolvendo 23 culturas agrícolas em 42 países. Toda a informação reunida pela Syngenta nestas quintas modelo está a ser partilhada de forma aberta, através da iniciativa GODAN-Global Open Data for Agriculture and Nutrition, para que outros agricultores possam melhorar o seu desempenho.

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«Propomos uma reflexão sobre soluções inovadoras na produção de alimentos»

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Felisbela Campos, Presidente da ANIPLA, diz ser fundamental e urgente o acesso a soluções que controlem pragas e doenças emergentes na Europa.

Felisbela Campos é portfolio manager de sementes de milho e girassol da Syngenta para a Península Ibérica

Felisbela Campos é portfolio manager de sementes de milho e girassol da Syngenta para a Península Ibérica

Quais são as prioridades do seu mandato na presidência na ANIPLA?

Em 2017 propomos uma reflexão sobre a disponibilidade de soluções inovadoras e tecnológicas na produção de alimentos e a sua responsabilidade na melhoria e desenvolvimento da atividade agrícola nacional. A agricultura mundial enfrenta hoje em dia um grande desafio que é assegurar os alimentos a um determinado número de pessoas que se prevê que venham a habitar o planeta (mais de 9,7 mil milhões de pessoas, em apenas três décadas) e que só se poderá fazer à custa do aumento das produtividades das culturas, sem expandir a área de terra cultivada e num contexto de rentabilidade económica imprevisível, dada a volatilidade dos mercados internacionais com que os agricultores são confrontados hoje em dia. Satisfazer as exigências dos consumidores no que respeita à segurança, qualidade e diversidade de alimentos, acessíveis a todos, requer a adoção de recursos tecnológicos e científicos que permitam otimizar e proteger os recursos naturais.

 Na UE, os produtos fitofarmacêuticos demoram em média mais 3 anos do que o previsto pela legislação a ser homologados. Que impacto tem esta questão na agricultura?

A introdução de novas tecnologias desde sempre despertam o interesse dos políticos, dos meios de comunicação e da sociedade em geral, o que por vezes no sector agrícola não é percebido como um avanço tecnológico. São disso exemplo os organismos geneticamente modificados, uma inovação tecnológica introduzida há mais de duas décadas que não se desenvolveu na Europa por razões políticas, assim como, mais recentemente, a tecnologia de tratamento de sementes associada aos neonicotinóides, entre outros. É fundamental e urgente o acesso a soluções no combate às novas pragas e doenças que entraram recentemente na Europa, e algumas delas em território português, em resultado da globalização.

 Em 2018, o Ministério da Agricultura terá que apresentar a Bruxelas um novo Plano de Ação Nacional sobre Uso Sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos. O que é prioritário em sua opinião? Que contributo pode dar a ANIPLA para este Plano?

É prioritária a discussão a nível nacional sobre as oportunidades e as dificuldades identificadas nas várias áreas ligadas à produção de alimentos e mais especificamente no que se refere à utilização dos produtos fitofarmacêuticos. É revelante iniciar o debate sobre a perspetiva económica e social de um setor ao qual são exigidas constantes adaptações. Exemplo disso são as diferentes políticas agrícolas introduzidas nos últimos anos, assim como um enquadramento regulamentar europeu cada vez mais restritivo e conservador, completamente desfasado dos restantes continentes,  agravado pelo facto de desenvolvermos a nossa atividade agrícola num país pequeno e diverso, competindo a nível mundial com grandes potências agrícolas, cuja regulamentação é mais pragmática e baseada no risco e não no perigo potencial. Não podemos deixar de enquadrar a nossa atividade num ambiente de consumo extremamente exigente, que em muitas situações obriga os agricultores a produzirem dentro de padrões muito mais complexos e dispendiosos, que em nada aumentam a segurança e a saúde do consumidor.

Ação de rua da campanha "Considere os Factos" no Porto

Ação de rua da campanha “Considere os Factos” no Porto

A ANIPLA lançou a campanha “Considere os Factos”. Qual tem sido a reação do público à campanha?

Pela primeira vez a Indústria vem para a rua falar sobre os produtos fitofarmacêuticos e alertar os consumidores para a os riscos que a produção agrícola nacional corre caso sejam retirados do mercado alguns destes produtos. A Campanha está a correr bastante bem e temos tido bastantes interações especialmente ao nível da redes sociais. Alguns dos comentários revelam opiniões contrárias às da Indústria, mas olhamos para estas situações como uma oportunidade de esclarecer, informar e disponibilizar ainda mais informação para que finalmente os consumidores possam começar a decidir com base em dados concretos. Também as ações de rua e a nossa presença em alguns meios de comunicação, como foi o caso da TSF, tiveram um impacto positivo, na medida em que a Anipla recebeu algumas chamadas telefónicas dos ouvintes,  na sequência dos spots de rádio emitidos, a solicitar informação adicional sobre a informação que ouviram na rádio. A Campanha foi lançada em Abril e como todas as campanhas de comunicação e informação, leva o seu tempo para podemos ter uma noção mais concerta do seu efetivo efeito, por isso a nossa intenção é continuar a informar, a esclarecer e o mais importante a desfazer certos mitos e mal entendidos sobre o verdadeiro papel da ciência na produção agrícola.

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Fonte: Revista “FitoSíntese” Julho 2017, ANIPLA

https://www.anipla.com/docs/fitoflash/fito06.pdf

https://www.anipla.com/considere-os-factos/index.php

 

Syngenta é parceira da Herdade do Pinheiro no incremento da Biodiversidade

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A Herdade do Pinheiro é uma das sociedades agrícolas portuguesas aderentes ao Operation Pollinator da Syngenta, um projeto que visa a criação de habitats favoráveis ao desenvolvimento e
fixação de insetos polinizadores.

Na manhã de terça-feira, 20 de Junho, realizou-se uma visita técnica à Herdade do Pinheiro para balanço das ações já implementadas e preparação dos próximos passos do projeto.IMG_7568Quando aderiu ao projeto Operation Pollinator, Stephanie Gicot, administradora da Herdade do Pinheiro, não imaginava a riqueza de insetos polinizadores e de fauna auxiliar que alberga a sua exploração agroflorestal, composta por 3.600 hectares de floresta mediterrânica (montado, pinheiros e azinheiras) e localizada junto às margens do Estuário do Sado.
O relatório do primeiro ano de implementação do projeto, que teve início em 2016, foi uma total e agradável surpresa. Após a sementeira de 10 hectares de margens funcionais, compostas por uma mistura de espécies herbáceas selecionadas pela Syngenta e pela Fertiprado, foram detetadas na Herdade do Pinheiro 160 espécies de insetos polinizadores, 72 espécies predadoras e/ou parasitas de possíveis espécies prejudiciais (pragas) e pelo menos 12 espécies de insetos referenciadas pela primeira vez em Portugal.

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«Não imaginávamos que tínhamos na Herdade tantos polinizadores e menos ainda que albergamos 12 espécies de insetos referenciadas pela primeira vez em Portugal», afirma Stephanie Gicot, acrescentando: «na Herdade do Pinheiro temos uma alma de protetores da Natureza. Preocupa-nos o declínio dos insetos polinizadores a nível mundial e pensamos que é um problema que diz respeito a todos. Enquanto agricultores conscientes que somos, acreditamos que tudo o que possamos fazer para ajudar a incrementar a biodiversidade e atrair os insetos polinizadores é positivo. É uma situação win-win entre agricultura e ambiente».

IMG_7534Oscar Aguado, um reconhecido Entomologista espanhol que colabora com a Syngenta na monitorização das espécies de insetos no âmbito do Operation Pollinator, mostra-se ele próprio surpreendido: «o potencial desta exploração agroflorestal para a conservação e estudo da Biodiversidade é realmente elevado. Esta propriedade é a de maior interesse das estudadas até agora na Península Ibérica no âmbito do Operation Pollinator», conclui.

Por parte da Syngenta, Francisco García-Verde, responsável de Sustentabilidade, explica que «o Operation Pollinator está a ser abraçado por pequenas e grandes empresas, como a Herdade do Pinheiro, tal como por associações de agricultores e por entidades científicas que têm como desafio central o incremento da biodiversidade».

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Por parte da Syngenta, Francisco García-Verde, responsável de Sustentabilidade, explica que «o Operation Pollinator está a ser abraçado por pequenas e grandes empresas, como a Herdade do Pinheiro, tal como por associações de agricultores e por entidades científicas que têm como desafio central o incremento da biodiversidade».

Em Portugal, o Operation Pollinator está também implementado noutras quintas, como por exemplo, a Sogrape, a Estação Agrária de Viseu, a Quinta da Cholda, na Golegã, e a Quinta dos Cativos, em Odemira.

O aumento das margens funcionais ou biodiversas é um dos 6 compromissos para uma agricultura mais sustentável assumido no The Good Growth Plan adotado pela Syngenta com a ajuda de cada vez mais entidades e empresas do setor agroalimentar.

Mais informação:
Operation Pollinator
The Good Growth Plan

 

Apis e Syngenta impulsionam agricultura sustentável na Extremadura

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A empresa agroalimentar espanhola APIS e a Syngenta implementam novas práticas de agricultura sustentável nos campos de tomate para industria da Extremadura.

Margem funcional ou biodiversa em campo de tomate para indústria na Extremadura espanhola

Margem funcional ou biodiversa em campo de tomate para indústria na Extremadura espanhola

A empresa APIS e a Syngenta lançaram um plano para incrementar a biodiversidade em zonas de produção de tomate  para indústria. Trata-se do Operation Pollinator, uma iniciativa da Syngenta cujo objetivo principal é a criação de habitats em zonas agrícolas, onde exista maior disponibilidade de alimento e refúgio para a fauna nativa. O projeto teve início com uma parcela piloto e deverá ser alargado a 3% da área cultivada pela APIS, nos próximos 2 anos.

«O  projeto está a ser abraçado por grandes e pequenas empresas como a APIS, tal como por associações de agricultores e por entidades científicas que têm como desafio central o incremento da biodiversidade», explicou Francisco García-Verde, responsável de Sustentabilidade na Syngenta.

O projeto Operation Pollinator conta com mais de 11 anos de investigação. Consiste em cultivar nas bordaduras das culturas agrícolas misturas específicas de flores que servem de alimento e refúgio a espécies de insetos auxiliares.  As margens funcionais criadas em parceria com a APIS são monitorizadas anualmente pelo entomólogo Óscar Aguado, investigador do  colaborador do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), entidade pública espanhola  de investigação agraria. «Além de gerarem biodiversidade em locais muito pressionados pela atividade agrícola intensiva, as margens funcionais também representam um valor acrescentado para o setor agrícola, porque fomentam a presença de insetos auxiliares e insetos polinizadores que favorecem as culturas vizinhas», garante Óscar Aguado.

IMG-20170608-WA0000_resizedSegundo Anselmo Montero, Diretor-geral da APIS, «com este projeto os nossos agricultores introduziram no seu sistema de produção medidas ambientais que fomentam a sustentabilidade, por um lado, melhorando a biodiversidade dos ecossistemas naturais e, por outro, protegendo os cursos de água e evitando a erosão do solo».

A implementação de medidas ambientais nas explorações agrícolas é essencial para atingir os objetivos da UE até 2020 em matéria de biodiversidade e proteção dos recursos naturais, especialmente a água e os solos. O desafio de garantir a disponibilidade de alimentos de forma sustentável consiste em alcançar o equilíbrio entre maior produtividade agrícola de qualidade e a implementação de medidas ambientais.

O aumento das margens funcionais ou biodiversas é um dos 6 compromissos para uma agricultura mais sustentável assumido no The Good Growth Plan adotado pela empresa Syngenta com a ajuda de cada vez mais entidades e empresas do setor agroalimentar.

Mais informação:

https://www.syngenta.pt/operation-pollinator

https://www.syngenta.pt/good-growth-plan

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• Es el tercer año de implementación del plan de estratégico de sostenibilidad “The Good Growth Plan” que busca fomentar una agricultura más sostenible y ayudar en el desarrollo de las comunidades rurales de todo el mundo.

The Good Growth Plan comprende seis compromisos para el año 2020 con el objetivo de fomentar una agricultura más sostenible y ayudar en el desarrollo de las comunidades rurales de todo el mundo.
Durante 2016, los proyectos incluidos en The Good Growth Plan consiguieron aumentar la biodiversidad y mejorar la conservación del suelo en un total de 9.200 ha de terreno agrícola, creando nuevos hábitats ricos en vida silvestre en 34 países del mundo. Para hacernos una idea de la magnitud del proyecto, todos estos programas desarrollados en 2016 supondrían una superficie cercana al tamaño de Portugal.
Entre los proyectos más representativos a nivel mundial destaca “Soja más Verde” en Brasil, donde Syngenta está trabajando en colaboración con la asociación The Nature Conservancy (TNC) para la restauración de la selva tropical en explotaciones agrícolas. El proyecto se desarrolla en la principal área de producción de soja del país (con el 50% de la producción) y supone la reforestación de las lindes de cientos de kilómetros de cauces de agua que pasan por las enormes explotaciones de este cultivo.
Otro de los objetivos de The Good Growth Plan es el aumento de la productividad de los cultivos sin un mayor uso de insumos. Se han incorporado 3.700 explotaciones agrícolas de 42 países de los cuales aportan sus datos y de los que se obtienen los datos de productividad. En 2016 la productividad y la eficiencia de recursos de explotaciones que utilizan los protocolos agronómicos de Syngenta eran casi un 4% superior a la media.
Con estos programas se llega a más de 16,5 millones de pequeños agricultores actualmente colaborando en el marco del Good Growth Plan. Estos pequeños agricultores están consiguiendo ya un aumento de la productividad del 8 por ciento. El objetivo planteado por Syngenta es llegar a 20 millones de pequeños agricultores para el año 2020.
En cuanto a la mejora de la formación en buenas prácticas de los agricultores, en 2016 se han dado cursos de capacitación a cerca de 7 millones de personas en el uso seguro de sus productos, con lo que el total acumulado de más de 17 millones de agricultores desde que el plan comenzó, siendo el 70% pequeños agricultores de países en desarrollo.
Otros programas destacados que se presentaron en Bruselas fueron el de ayuda a los viticultores de la India para mejorar la calidad y la comercialización de sus variedades de uva; el programa Contivo desarrollado en Hungría para fomentar la Agricultura de Conservación; el programa Operación Polinizador para fomentar el desarrollo de márgenes florales en los cultivos que potencien la aparición de polinizadores; o los programas desarrollados junto a la Organización Mundial de la Salud para luchar contra la transmisión de la malaria o el virus del Zika.

10º Fórum para o Futuro da Agricultura: é tempo de agir!

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A 10ª edição do Fórum para o Futuro da Agricultura (FFA), realizado em Bruxelas a 28 de Março, apelou à comunidade internacional para que passe à ação na implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU até 2030, onde Agricultura e a proteção do Ambiente são temas centrais.

Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU e os Acordos do Clima de Paris COP21 são compromissos internacionais orientadores da Sociedade rumo à sustentabilidade socioeconómica mundial, no entanto, precisamos de passar das palavras à ação. O FFA, onde participaram mais de 1700 pessoas, apelou a todos os intervenientes – empresas, políticos, agricultores e sociedade civil – para que se foquem nos aspetos práticos da implementação, comprometendo-se a cooperar e colaborar, o que resultará em vastos benefícios para toda a cadeia de abastecimento alimentar, do campo à mesa do consumidor. À medida que a incerteza da produção e do abastecimento alimentar aumenta, devido ao impacto das alterações climáticas, aos preços baixos pagos aos agricultores e ao grave declínio da biodiversidade, a Agricultura continua a desempenhar um papel central na Sociedade e deve abrir-se a mudanças estruturais para atingir aqueles compromissos internacionais.

Grupo português no FFA 2017

Grupo português no FFA 2017

«Salvemos a Terra fazendo uma aliança com ela»

O FFA 2017 foi inaugurado com um vídeo de Sua Santidade o Papa Francisco que sublinhou «a relação estreita entre Agricultura, desenvolvimento e as necessidades atuais e futuras da humanidade (…) testemunhamos baixos níveis de emprego e má nutrição que afetam milhões de seres humanos que estão excluídos dos processos produtivos. O futuro da agricultura reside num novo modelo de desenvolvimento e consumo, nos pequenos agricultores, na proteção dos ecossistemas locais e numa maior responsabilidade», afirmou o Papa, deixando uma mensagem final: «salvemos a Terra fazendo uma aliança com ela».

20170328_092833Uma das intervenções mais aguardadas do FFA foi a de Kofi Annan, que falou em nome da Fundação Kofi Annan, sublinhando que «não há futuro sem Ambiente» e que «face ao aumento da população mundial não temos outra solução senão produzir alimentos de forma sustentável». O ex-secretário-geral da ONU apontou cinco áreas prioritárias na Agricultura: aumentar o investimento para obter maior produtividade nos países em desenvolvimento; acesso a melhores sementes e tecnologia por parte dos pequenos agricultores; políticas públicas centradas na nutrição inteligente; sistemas alimentares que produzam mais com menos recursos e agricultura inteligente perante os efeitos das alterações climáticas.

FFA2017-Kofi-AnnanHon Nathan Guy, ministro do Setor Primário na Nova Zelândia, partilhou o bem-sucedido modelo agrícola adotado neste país, que apesar de ter apenas 4,5 milhões de habitantes produz alimentos para 40 milhões de pessoas. O modelo agrícola neozelandês é sustentado pelo investimento em inovação e transferência de conhecimento, sem subsídios diretos aos agricultores. Um dos seus pilares é o consórcio Primary Growth Partnership, que junta o Governo e cerca de 50 empresas privadas em programas de inovação de longo prazo, com vista ao crescimento e sustentabilidade do setor primário do país. Até 2025 estima-se que este  programa contribua com 6,4 mil milhões de dólares para o PIB da Nova Zelândia.

FFA2017-02-Nathan-Guy (1)Futuro da PAC

O Comissário Europeu da Agricultura, Phil Hogan, afirmou que a Política Agrícola Comum (PAC) está a contribuir para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, «mas pode fazer mais». Neste sentido enunciou aquelas que serão as grandes linhas da PAC pós-2020: investir mais em I&D e na transferência de conhecimento; fazer bom uso das novas tecnologias com vista a produzir mais alimentos com menos recursos; o greening é um caminho para continuar e a bioeconomia deve ser um novo driver para a agricultura inteligente e uma nova fonte de empregos no meio rural. «Temos que pedir aos agricultores para fazer mais pelo Ambiente, mas devem ser pagos por esse serviço à Sociedade», concluiu Phil Hogan.

 

FFA2017-05-HoganAinda a propósito da PAC, Michael Salm-Salm, agricultor e representante alemão da ELO, disse que «os agricultores querem fazer mais pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, mas precisam de um contrato de longo prazo para cumprir políticas de sustentabilidade,  que também elas são de longo prazo».

Por seu turno, Allan Buckwell, responsável pelo estudo da RISE sobre o futuro da PAC, sugere um modelo de transição dos atuais apoios diretos aos agricultores para um novo esquema de apoios, em que os Estados-membros devem ter mais liberdade para definir a forma como os seus agricultores atingem as metas a que a PAC se propõe.

Alguns exemplos práticos de como implementar na prática os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU no âmbito agrícola foram apresentados. O jovem agricultor Jacob van der Born partilhou o exemplo da sua exploração na Holanda, onde aplica a Agricultura de Precisão desde 2006. «Estou a fazer algo de novo, quero que a minha exploração seja um centro experimental», disse este agricultor que também está a fazer negócio com a venda da informação recolhida através de deteção remota com drones, scanner de solos, sensores aplicados a máquinas agrícolas, entre outras tecnologias.

FFA2017-08-BorneOutro exemplo foi apresentado por Leontino Balbo Junior, vice-presidente da Native, uma empresa brasileira produtora de cana-de-açúcar, pioneira na colheita mecânica desta cultura e na implementação do sistema ERA-Ecossistema de Revitalização da Agricultura. Adotando técnicas de Agricultura de Conservação – sementeira direta, rotações culturais, aplicação dos restos da cultura no solo – e estabelecendo corredores ecológicos, esta exploração conseguiu recuperar os solos em menos de 10 anos, com 24% de aumento da produtividade e 35% de redução das emissões de gases com efeito de estufa.

FFA2017-09-BalboO tema de Economia Circular foi abordado por Jyrki Katainen, vice-presidente da Comissão Europeia para o Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, que mencionou a revisão em curso da legislação sobre fertilizantes na UE, dando também o exemplo das biorefinarias como um caso bem-sucedido da Economia Circular na UE.

Por fim, John Parr, presidente da Syngenta na área de proteção das culturas, referiu que a Syngenta investe 10% das suas receitas globais em I&D, embora cada vez menos na Europa, justificando que «atualmente a Europa não é o melhor ambiente para lançar tecnologia de proteção das plantas».

O Fórum para o Futuro da Agricultura (FFA) é uma iniciativa da ELO (European Landowners’ Organization) e da Syngenta, onde anualmente se reúnem entidades de vários quadrantes da Sociedade para discutir o rumo que a Agricultura deve seguir para responder aos desafios da segurança alimentar e ambiental.

 

 

The Good Growth Plan: garantir um futuro sustentável

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A Syngenta apresentou, a 27 de Março, em Bruxelas, os resultados do terceiro ano do The Good Growth Plan, um projeto à escala mundial que põe em prática os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, traçados pela ONU até 2030.

Desde 2014, a Syngenta instalou mais de 3.700 quintas modelo, em 42 países, que beneficiam da tecnologia e suporte técnico da Syngenta no âmbito deste ambicioso Plano.

 

O The Good Growth Plan visa dar resposta aos desafios centrais da nossa Sociedade: alimentar a crescente população mundial, combater a pobreza das comunidades rurais nos países em desenvolvimento dotando os agricultores de meios de produção mais eficazes e, simultaneamente, lutar contra a erosão dos solos e promover a biodiversidade. Os 6 compromissos globais assumidos pela Syngenta até 2020 no âmbito deste Plano são centrais na estratégia da empresa, garantindo a sustentabilidade do seu negócio a longo prazo.

Os compromissos do The Good Growth Plan (GGP) estão alinhados com 6 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030: erradicar a fome, erradicar a pobreza, proteger a vida terrestre, produção e consumo sustentáveis, saúde de qualidade, trabalho digno e crescimento económico.

O balanço deste Plano foi apresentado em Bruxelas a 27 de Março, com a presença de colaboradores da Syngenta de todo o mundo e de parceiros envolvidos no Plano. Após 3 anos de implementação do The Good Growth Plan, a Syngenta desenvolveu uma rede de mais de 3700 quintas modelo através de parcerias locais, envolvendo 23 culturas agrícolas em 42 países.

Apresentação resultados GoodGrowthPlanTornar as culturas mais eficientes

Este compromisso consiste em aumentar a produtividade das principais culturas agrícolas em 20%, sem usar mais terra, mais água e outros fatores de produção. Nas 1039 quintas modelo instaladas pela Syngenta a nível mundial foi possível aumentar a produtividade em 1,2%, durante o ano de 2016. O trabalho com os pequenos agricultores em África e no Médio Oriente é particularmente importante, uma vez que é nas pequenas explorações agrícolas onde há maior potencial de incremento da produtividade. Toda a informação reunida pela Syngenta nestas quintas modelo está a ser partilhada de forma aberta, através da iniciativa GODAN-Global Open Data for Agriculture and Nutrition, para que outros agricultores possam melhorar o seu desempenho.

Recuperar terras cultiváveis

Melhorar a fertilidade de 10 milhões de hectares de terras cultiváveis é o objetivo da Syngenta. Em 2016, foram beneficiados 4,3 milhões de hectares graças à melhor integração de boas práticas de gestão de solos na oferta comercial da Syngenta, que tem vindo a incentivar a prática da Agricultura de Conservação. O programa CONTIVO®, implementado na Hungria é um dos exemplos. Além da Syngenta, este programa envolve agricultores, universidades, o Banco de Budapeste e uma empresa fabricante de máquinas agrícolas. Péter Szabadka, agricultor húngaro que produz 300 hectares de milho, girassol, beterraba, entre outras culturas, foi a Bruxelas dar o seu testemunho sobre os benefícios do CONTIVO®: «adotamos a mobilização mínima do solo, reduzimos a quantidade de fertilizantes aplicados e ajustámos o momento da sua aplicação, poupando 30% nos custos, estamos também a alterar as variedades que usamos (…) a nossa prioridade é aumentar a fertilidade através do equilibro do solo. Não precisamos de aumentar os inputs para manter ou melhorar a produtividade».

Péter Szabadka, agricultor húngaro, partilhando os resultados do CONTIVOPromover a biodiversidade

Em três anos a meta estabelecida pela Syngenta no GGP – promover a biodiversidade em 5 milhões de hectares – foi praticamente atingida. Trata-se de instalar margens funcionais e corredores ecológicos junto das explorações agrícolas e dos cursos de água, com vista criar habitats naturais para a fauna e flora locais. Um dos projetos mais vastos decorre no Brasil com o The Nature Conservacy, que desde o ano 2000 mobiliza toda a comunidade agrícola para instalar corredores ecológicos nas margens dos rios no Estado de Mato Grosso. Entre 2014 e 2106 foram recuperados 20.400 hectares para este fim, envolvendo 8200 explorações agrícolas e impactando 2,8 milhões de hectares de terra. Em Portugal, a face mais visível da promoção da biodiversidade é o programa Operation Pollinator, que envolve explorações agrícolas de referência.

The Nature Conservacy_BrasilCapacitar pequenos agricultores

Este compromisso é particularmente importante, uma vez que 80% dos alimentos produzidos no mundo provêm de pequenas explorações agrícolas e que 3 mil milhões de pessoas dependem da pequena agricultura. Em três anos de GGP foram beneficiados 16,6 milhões de pequenos agricultores, o que revela que o compromisso de ajudar 20 milhões de pequenos agricultores a aumentar a produtividade em 50% está no bom caminho. Um dos projetos apresentados em Bruxelas é o Sustainable Table Grape Initiative, através do qual produtores de uvas na Índia conseguem acesso a mercados para venda dos seus produtos. O projeto envolve a Syngenta, representantes do Governo indiano, a IDH-The Sustainable Trade Initiative e retalhistas europeus, com vista a implementar protocolos de produção sustentável, que visam nomeadamente a redução dos níveis de resíduos de pesticidas na fruta.

Ajudar as pessoas a manterem-se seguras

O objetivo deste compromisso é treinar 20 milhões de trabalhadores para uso seguro dos produtos fitofarmacêuticos. Desde 2014, a Syngenta deu formação a 17,2 milhões de pessoas nesta área, especialmente em países em desenvolvimento, mas também nos países desenvolvidos. Na Península Ibérica as ações de formação sobre calibração de pulverizadores envolveram 500 agricultores e técnicos em Portugal e Espanha, no ano de 2016.

Um dos projetos mais meritórios em que a Syngenta participa é o IVCC, consórcio que visa o controlo do mosquito vetor da malária. Desde o ano 2000 este consórcio conseguiu reduzir em 29% a mortalidade devido a esta doença. A Syngenta contribuiu através da criação de uma inovadora formulação inseticida – ACTELLIC® – para controlo de mosquitos vetores da malária resistentes aos piretróides. Este inseticida é aplicado no interior das paredes das habitações, contribuindo para uma proteção duradoura das populações. Em 2016 cerca de 7 milhões de pessoas beneficiaram desta proteção.

Apresentação IVCC maláriaCuidar de cada trabalhador

Garantir condições justas de trabalho em toda a cadeia de fornecedores da Syngenta é a meta deste compromisso. A Syngenta está a trabalhar com cerca de 30.000 trabalhadores envolvidos na produção de sementes das marcas que representa. Através do Fair Labor Program foi possível auditar 82% das explorações agrícolas que produzem sementes para a Syngenta, em 2016. Os países visados foram a China, a Colômbia, o México e o Paraguai. Garantia do salário mínimo e implementação de protocolos de certificação como o Global GAP foram as áreas trabalhadas

Erik Fyrwald, Chief Executive Officer da Syngenta a nível global, sublinhou o objetivo que norteia o trabalho dos milhares de colaboradores da empresa: criar soluções para ajudar a resolver os problemas globais da agricultura, trabalhando em parceria com agricultores e toda a cadeia de abastecimento, com vista a alimentar o Planeta de forma segura. No que respeita ao The Good Growth Plan, destacou a partilha de informação com a comunidade internacional dos resultados obtidos em mais de 3700 quintas modelo instaladas pela Syngenta em todo o mundo. «A inovação, a formação e a cooperação ajudam a transformar a agricultura rumo à sustentabilidade. Por cada dólar investido em inovação na agricultura, reduz-se em 60 kg as emissões de dióxido de carbono para a atmosfera», exemplificou J. Erik Fyrwald.

J. Erik Fyrwald, Chief Executive Officer da Syngenta

 

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Entrevista com Francisco García Verde, responsável de projetos de sustentabilidade na Syngenta, para Agrodigital.

A Syngenta lançou 2014 o projeto The Good Growth Plan. Qual é o objetivo do mesmo?

Com o Good Growth Plan a Syngenta pretende dar resposta à nova visão da empresa. É uma iniciativa que põe em prática uma agricultura rentável e sustentável. O The Good Growth Plan baseia-se em três pilares de sustentabilidade, estabelecendo compromissos para cada um. O primeiro pilar visa tornar as culturas mais eficientes. Este é um pilar no qual a Syngenta está numa posição confortável, porque é essa a nossa atividade desde há muitos anos, pôr novas tecnologias à disposição dos agricultores, com o objetivo de aumentar a produtividade das culturas, sem perder de vista o meio ambiente e as pessoas, aos quais o segundo e terceiro pilares visam dar resposta.

No pilar do meio ambiente estabelecemos dois compromissos. Um relacionado com a biodiversidade, que é o grande desafio da Política Agrícola Comum na Europa. O Operation Pollinator é um projeto muito ambicioso neste domínio. O outro compromisso visa a conservação dos solos. É um desafio para o setor agrícola, tanto por perda de solos aráveis, como pela necessidade de conservar as atuais zonas de cultivo, sem aumentar a concorrência com a envolvente ambiental.

No pilar social o principal objetivo é fomentar o uso seguro dos nossos produtos, pelo que a formação é um dos aspetos que estamos a promover no âmbito do Good Growth Plan.

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Desta forma a Syngenta está a ajudar a dar resposta ao problema identificado pela FAO da crescente procura por alimentos nos próximos 40 anos, devido à explosão demográfica?

De facto, com este primeiro pilar queremos dar resposta à enorme procura de alimentos que se espera nos próximos anos. Trabalhamos para tornar as culturas mais eficientes, um grande desafio para todo o setor, mas com a preocupação de respeitar o meio ambiente e as pessoas. É aí que surgem os outros dois pilares que compõe o Plano: o pilar ambiental e o pilar social.

Quais as regiões mais afetadas pela degradação dos solos?

O combate à degradação do solo é um dos pilares mais importantes do Plano e ao qual dedicamos particular atenção. A perda ou degradação do solo tem enorme impacto, porque o solo é o substrato que suporta as plantas, mas também um ecossistema pleno de vida e que dá vida às plantas. Quando o solo se degrada, demora milhares de anos a recuperar. Em Espanha há dados muito preocupantes sobre a degradação dos solos, em média a perda de solos aráveis ocorre a um ritmo de 23 toneladas/hectare/ano.

Que compromisso tem o Plano quanto à conservação de solos?

Pensamos que o futuro passa pela agricultura de conservação. O nosso compromisso é aumentar a superfície agrícola onde esta técnica agronómica é aplicada, nomeadamente através da adoção da mobilização mínima, da sementeira direta e da instalação de enrelvamento na entrelinha das culturas permanentes (vinhas, fruteiras). Entre Setembro de 2014 e Setembro de 2015 implementámos 4.400 hectares de agricultura de conservação, entre sementeira direta e enrelvamento.  Este número foi possível graças o trabalho realizado em parceria com a Asociación Española de Agricultura de Conservación e com associações locais como a AVAC. Realizámos jornadas de divulgação, estabelecemos protocolos com os distribuidores para promoção da sementeira direta e divulgámos informação diretamente aos agricultores sobre agricultura de conservação.

Esta PAC mais verde ajuda a implementar essas medidas?

Sem dúvida que a PAC, através do greening, deu um passo em frente. Foram adotadas medidas que visam melhorar a relação agricultura/ambiente. Mas talvez tenha sido pouco ambiciosa, devido à complexidade da mudança exigida. As últimas notícias quanto à revisão da PAC indicam que os aspetos ambientais serão reforçados. Esperamos as que as medidas agroambientais desempenhem um papel importante nesta mudança e que todos nós sejamos capazes de valorizar a agricultura europeia.

Surpreende pela positiva que uma empresa de fitofarmacêuticos diga que a Comissão Europeia é pouco ambiciosa nos aspetos ambientais…

Pensamos, nomeadamente, que ao nível da proteção do solo podemos ser mais ambiciosos. Estamos totalmente convencidos do beneficio das medidas de agricultura de conservação, que não só impedem a perda de solo por erosão, como também evitam a escorrência e previnem fontes pontuais de contaminação das águas. A título de exemplo, o enrelvamento e a não-mobilização melhoram a estrutura do solo, e além de melhorar os níveis de matéria orgânica, faz com que o solo retenha a água, evitando assim a escorrência. São aspetos benéficos para todos e que zelam pelo futuro do setor.

Fale-nos do projeto Operation Pollinator…

O Operation Pollinator procura a colaboração do agricultor no estabelecimento de margens nas terras cultivadas, com vista  a que essas margens se convertam em habitats para os insetos polinizadores (abelhas selvagens, dípteros, etc) e outros artrópodes auxiliares (predadores naturais como as joaninhas ou as crisopas), proporcionando-lhes alimento e refúgio. Estas margens funcionais devem ser corredores com 1,5 a 5 m de largura, alternando-se nas culturas e ocupando 3 a 6% da superfície das parcelas aráveis. Também podem ser ilhas em zonas marginais.

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A Syngenta desenvolveu uma mistura de sementes para instalar nestas margens, com plantas autóctones e fáceis de manipular pelo agricultor. Inclui diversas famílias de plantas para permitir uma cobertura floral vasta e atrativa para os polinizadores, competindo com as infestantes, sem infestar as culturas e sem serem reservatórios de pragas.

É um projeto gratificante, em apenas três anos de ensaios conseguimos resultados fantásticos. Estamos identificando e catalogando tudo o que encontrámos.

Por exemplo, recentemente num projeto com a empresa Hero encontrámos uma espécie de lepidóptero que é utilizada como bioindicador. Trata-se de uma espécie que estava em declínio na Península Ibérica, apenas se encontrava nos Pirineus e na Serra Nevada. Encontrámo-la numa zona de Teruel. Isto prova que se pode fazer  uma agricultura competitiva compatível com o ambiente e preservando os ecossistemas.

ANTHOPHORIDAE abejas de las flores

Nos dois primeiros anos conseguimos implementar 1.160 hectares de margens funcionais e temos metas muito ambiciosas. Esperamos atingir os 4.500 ha em Espanha e Portugal até 2020.

 

Estas margens contam para efeitos dos apoios da PAC?

A legislação comunitária permite que sejam reconhecidas como áreas de interesse ecológico, uma das medidas do greening. No entanto, na legislação espanhola isto não está

claramente definido e os agricultores que optam por aplicar este tipo de boas práticas encontram algumas dificuldades quando submetem o pedido de apoio na PAC, porque as margens não constam como medida específica. O Ministério de Agricultura está muito recetivo a este projeto e sabemos que é do seu agrado. Estamos conscientes de que não basta pôr em prática as medidas, depois é preciso medi-las e controlá-las. Noutros países como Itália, as margens funcionais estão a ser implementadas como medidas específicas nos programas de Desenvolvimento Rural. Agora em Espanha já há dois projetos de lei de ajudas agroambientais em Múrcia e na Catalunha que incluem uma medida idêntica. Prevê-se que a Andalucia adote legislação semelhante em breve.

Falta falar do pilar social…

Em Espanha estamos a focar este pilar na proteção dos aplicadores, através de formação e informação para que os tratamentos se realizem de forma totalmente segura, cumprindo as recomendações dos rótulos. Está em curso uma campanha de sensibilização sobre o uso seguro dos produtos para a qual preparámos um pacote de informação que fornecemos a cooperativas e distribuidores nos eventos que realizamos. Temos imenso material disponível com apresentações de muitas temáticas relacionadas com o uso seguro dos produtos, a informação é apresentada de forma simples, fácil de recordar e reforçando as mensagens chave.

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Jornadas de calibração na Escola Superior Agrária de Coimbra, Abril 2016

Outro aspeto chave é a calibração e regulação dos equipamentos de aplicação, onde contamos com um parceiro de luxo, a Universidad Politécnica de Caltaluña, especialista no tema e que nos ajuda a formar e divulgar o conhecimento.

Desde o inicio do Good Growth Plan demos formação a 10.200 pessoas nestes primeiros três anos.

E para terminar, que é o balanço em números destes dois anos de aplicação do Plano e quais os objetivos para os próximos anos?

Nestes três anos lançámos 5 novos produtos, 24 novas variedades de culturas extensivas e sete novas variedades de hortícolas que incorporam alguma resistência ou tolerância. Com tudo isto contribuímos para melhorar a produtividade das culturas. No segundo pilar, o do ambiente, conseguimos em colaboração com parceiros chave, o fomento da biodiversidade através de margens funcionais em mais de 2.000 hectares e aplicámos medidas de conservação de solo em cerca de 167.000 hectares. E como referi acima, demos formação a 10.000 agricultores. Esperamos que este números continuem a crescer nos próximos anos. Faremos todo o possível para que isso seja uma realidade.

http://www.agrodigital.com/PlArtStd.asp?CodArt=111722

24H Agricultura Syngenta- vencedores visitam centro de I&D Syngenta em Londres

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A equipa vencedora das 24H Agricultura Syngenta 2016 visitou, a 30 de Novembro, o Centro de Investigação Jealott’s Hill, nos arredores de Londres, onde trabalham 800 investigadores da Syngenta na descoberta e desenvolvimento de produtos inovadores para proteção das culturas e sementes de cereais.

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O Jealott’s Hill é um centro de excelência dotado das últimas tecnologias em laboratório e estufa, recorrendo a equipas multidisciplinares nas áreas da Química, Biologia e Biotecnologia, auxiliadas por robots potentes e muito precisos no teste de novas moléculas e formulações. A experiência dos investigadores seniores é complementada com o arrojo e a inovação dos investigadores juniores, oriundos de várias partes do mundo.

Os estudantes do Instituto Superior de Agronomia, vencedores da competição 24H Agricultura Syngenta de 2016, ficaram a conhecer as diversas fases do processo de criação de um novo produto fitofarmacêutico. A obtenção das moléculas inicia-se nos laboratórios de Química. As equipas de Jealott’s Hill dedicam-se especificamente à descoberta de herbicidas, desenvolvendo por ano cerca 100 a 200 novas moléculas, a maior parte das quais não chega à fase comercial.

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A etapa seguinte decorre nos laboratórios de Biologia, onde são testados cerca de 50.000 compostos químicos por ano, tanto em enzimas, como em microplantas, insetos ou fungos. Com apenas algumas microgramas de composto são realizados milhões de ensaios, mas apenas 10% dos compostos passam à fase seguinte.

Nas estufas do Jealott’s Hill realizam-se 3 séries de screening aos compostos químicos previamente triados em laboratório, com vista a testar  o seu nível de atividade, espectro de ação, performance biológica, toxicologia e impacto ambiental. Durante a visita dos vencedores das 24H Agricultura Syngenta, decorriam testes em milho e cevada, semeados junto com as 16 infestantes mais comuns nestas culturas. As plantas são submetidas a condições de campo simuladas para diferentes regiões do globo e tratadas com herbicidas potenciais em doses da ordem das miligramas. Para maior celeridade e precisão de resultados, o processo de aplicação da calda é realizado por um robot. Dos cerca de 10.000 compostos testados nas estufas, a cada ano, apenas 1.000 a 2.000 compostos passam à fase de ensaio de campo nas estações experimentais da Syngenta.

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Além das substâncias ativas, os cientistas de Jealott’s Hill testam os outros componentes dos produtos, que chegam a conter 20 elementos na sua formulação – adjuvantes, estabilizadores, entre outros. Estes ajudam a preservar a substância ativa na embalagem e garantem que atua no alvo nas melhores condições. Um robot, desenvolvido exclusivamente para a Syngenta, dá uma ajuda preciosa no processo de formulação.

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Quando um potencial produto chega à fase de desenvolvimento, é sujeito a uma enorme bateria de testes em todo o mundo, com inúmeras formulações e em mistura com outras substâncias ativas. Ao longo de todo o processo são realizados testes de segurança para o operador e consumidor e de avaliação de risco para o ambiente (plantas e animais).

A Syngenta investe anualmente 1,4 mil milhões de euros em I&D, cerca de 10% da faturação global da empresa, em 150 centros de pesquisa em todo o mundo. Cada novo produto demora 10 a 12 anos a desenvolver, desde a descoberta da molécula da substância ativa base até ao seu lançamento comercial. O investimento associado é de 262 milhões de euros, dos quais 94 milhões de euros em testes de segurança ambiental e toxicológica.

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Em Jealott’s Hill também são obtidas algumas das melhores variedades de trigo do mundo, usando a tecnologia  duplo-haploide, que permite obter plantas homogéneas numa única geração, reduzindo o custo e o tempo de pesquisa. O objetivo dos cientistas é conseguir variedades de trigo  mais produtivas, de forma mais célere. O custo associado à investigação de cada planta de trigo é estimado em 30€/unidade, por ano são testadas 75.000 plantas.

Os vencedores das 24H Agricultura Syngenta – António Lourenço, Ricardo Soares Santos, Bernardo Saianda, Guilherme Moura Neves e Francisco Medeiro – apreciaram a visita a Jealott’s Hill, como se depreende por alguns comentários registados no final da visita:

«Foi uma dia de formação estrondosa, percebi como as diversas áreas de pesquisa se interligam  até ao desenvolvimento de um novo produto,  e compreendi todo o esforço envolvido, que explica porque demora 10 anos a ser lançado no mercado».

«A dimensão, a quantidade de pessoas envolvidas na criação dos produtos, toda a importância que dão à I&D, até ao pormenor das formulações, não tinha noção do investimento envolvido».

«É impressionante a especialização de cada equipa de investigadores, a compartimentação do trabalho, por um lado, mas por outro, todos comunicam entre si para um objetivo comum. É uma verdadeira cadeia de produção de ciência».

As 24H Agricultura Syngenta são uma competição formativa organizada pela Associação Portuguesa de Horticultura (APH), a IAAS Portugal -Associação Internacional de Estudantes de Agricultura e a Sfori, destinada aos futuros agrónomos, com vista a porem à prova os seus conhecimentos, atitudes e competências.

O presidente da APH, Domingos Almeida, que no início da sua carreira teve oportunidade de realizar um estágio profissional no Centro de Investigação Jealott’s Hill, considera que «os futuros profissionais puderam antever o pipeline da inovação e a forma como as ferramentas disponíveis daqui a 10 anos resultam de estratégias implementadas agora por empresas como a Syngenta. O futuro não é deixado ao acaso e já está a ser construído. É em centros como este que se obtém uma visão a 360º do que é a gestão organizacional do conhecimento para suportar a inovação».

A edição de 2017 das 24H Agricultura Syngenta decorrerá a 1 e 2 de Abril, na Escola Superior Agrícola do Instituto Politécnico de Coimbra.

Cartaz 24hAgri_2017_v4

Cartaz 24hAgri_2017_v4