Syngenta premeia 4 projetos de Sustentabilidade Agrícola em Portugal

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A Syngenta premiou a Aposolo, a Fertiprado e os projetos Milho Amarelo e Smart Farm pelo seu contributo para a sustentabilidade da agricultura em Portugal. Os galardões foram atribuídos no âmbito do debate “The Good Growth Plan”, realizado na Feira Nacional de Agricultura, a 5 de Junho.

Felisbela Torres de Campos, responsável de Registo & Assuntos Corporativos da Syngenta em Portugal

«O reconhecimento destes 4 projetos, que direta ou indiretamente estão relacionados com o The Good Growth Plan, é uma grande oportunidade para dar a conhecer ao cidadão comum o elevado nível de compromisso que todo o setor agrícola tem para com as questões da Sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais do planeta», afirmou Felisbela Torres de Campos, responsável de Registo & Assuntos Corporativos da Syngenta em Portugal.

Premiados Sustentabilidade Agrícola
Aposolo- Associação Portuguesa de Agricultura de Conservação, tem tido uma contribuição pioneira para o desenvolvimento da Agricultura de Conservação em Portugal, como meio eficaz na melhoria do uso dos recursos naturais – solo, água, ar e biodiversidade. É parceira da Syngenta no contributo para a melhoria de 21.771 hectares de solos agrícolas em Portugal.

Fertiprado– empresa nacional que se dedica à obtenção e melhoramento de sementes de pastagens e forragens, como solução para a sustentabilidade dos sistemas agropecuários. É parceira da Syngenta no projeto Operation Pollinator, fornecendo misturas de sementes para corredores verdes em zonas marginais das parcelas agrícolas.

Milho Amarelo– projeto iniciado há 10 anos que está a implementar um novo modelo de gestão da biodiversidade a baixo custo, na Quinta Cholda, Golegã, e que visa ser expandido e replicado noutras explorações intensivas de milho do Vale do Tejo. É parceiro da Syngenta no projeto Operation Pollinator.

Smart Farm – quinta modelo de demonstração e divulgação de Boas Práticas Agrícolas recomendadas pela Indústria Fitofarmacêutica, instalada na Companhia das Lezírias. É um projeto da ANIPLA. Faz parte dos equipamentos da Smart Farm o sistema HELIOSEC da Syngenta para tratamento e encaminhamento dos restos de caldas.

Na mesa redonda sobre “A importância da Sustentabilidade Agrícola no novo ciclo de reforma da PAC”, moderada por José Diogo Albuquerque, CEO do Agroportal, foram reveladas algumas pistas sobre o que vai mudar no âmbito da PAC após 2020. A proposta da Comissão Europeia relativa a Portugal aponta para um corte de 15% nas verbas do II Pilar do Programa de Desenvolvimento Rural; um reforço de 3,9% nas verbas do I Pilar (Pagamentos Diretos) e a substituição das atuais medidas do Greening por medidas ambientais definidas pelo Governo Português, mais adequadas à realidade nacional.


«Não é aceitável o corte de 15% nas verbas do II Pilar, pois é através deste que se apoiam as medidas agroambientais e o fomento à inovação (…) exigimos um orçamento compatível com as maiores exigências a que estão sujeitos os agricultores, estes devem ser remunerados pelos serviços públicos que prestam à Sociedade», defendeu Cláudia Costa, subdiretora geral do GPP do Ministério da Agricultura.

Tito Rosa, ex-gestor do programa AGRO, ex-dirigente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e da Liga para a Conservação da Natureza, sugeriu a criação de um programa de apoios aos agricultores pela conservação dos recursos naturais nas explorações agrícolas, sendo o montante do apoio diferenciado em função dos resultados obtidos. «Uma política agrícola equilibrada é a melhor política ambiental que um país pode ter (…) a Sociedade deve ser solidária com uma agricultura que faça uma boa gestão dos recursos naturais», apelou.

«A “nacionalização” do greening na futura PAC é uma nova oportunidade (…) as explorações agrícolas devem ser apoiadas pelo esforço que fazem para cumprir os objetivos ambientais e o Governo deve ser inovador na forma como avalia e premeia os resultados desse esforço», afirmou João Coimbra, agricultor e promotor do projeto Milho Amarelo.

Fabricio Peres, líder global de sustentabilidade e stewardship para o negócio de Crop Protection da Syngenta

Fabricio Peres, líder global de sustentabilidade e stewardship para o negócio de Crop Protection da Syngenta, explicou em que consiste o The Good Growth Plan, o compromisso global da Syngenta para tornar as culturas agrícolas mais eficientes, respeitando o ambiente e as pessoas.

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, sublinhou a importância dos compromissos assumidos pela Syngenta, através do seu plano global de sustentabilidade: «felicito a Syngenta por ter tomado a iniciativa do The Good Growth Plan e o facto de o ter trazido a debate na Feira Nacional de Agricultura (…) é muito interessante acompanhar o progresso destas medidas».

Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)

The Ryder Cup- Syngenta apoia maior evento de golfe do mundo

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O campo de golfe da Ryder Cup 2018, competição bienal disputada pelos melhores golfistas da Europa e dos EUA, conta este ano com o know-how (produtos e assessoria agronómica) da Syngenta.

Este torneio, que decorrerá no Le Golf National, em Saint-Quentin-en-Yvelines, França, entre 25 e 30 de Setembro, tem uma audiência estimada em mais de 500 milhões de telespectadores e é seguido diariamente no campo por 61.000 adeptos.

A Ryder Cup é o evento desportivo com maior cobertura mediática do mundo, a seguir à World Cup e aos Jogos Olímpicos, exigindo elevados padrões de qualidade em toda a sua preparação, com especial destaque para o relvado, onde vão competir as maiores estrelas internacionais do golfe.

A Syngenta, que conta com uma gama de produtos que ajudam os greenkeepers a manter a qualidade e a sanidade dos relvados, está a trabalhar com a organização do evento para garantir um relvado de qualidade irrepreensível. Alguns elementos da equipa da Syngenta vão integrar o staff que cuida do relvado, sob o comando de Alejandro Reyes, responsável pelo campo do Le Golf National. Um total de 140 voluntários, vindos da Europa, EUA e Médio Oriente integram esta equipa.

 «Conseguir um lugar nesta equipa é um sonho tornado realidade para qualquer greenkeeper do mundo. Vamos seguir o dia-a-dia dos nossos clientes e filmar as suas histórias na preparação da Ryder Cup e durante o torneio, dando a conhecer a competição através dos seus olhos», afirma Rod Burke, Marketing Lead EAME Turf and VM da Syngenta.

O campo Albatros do Clube de golfe, onde decorrerá o torneio, é considerado um dos melhores campos de golfe da Europa.

 «Podemos aprender e partilhar tanto sobre gestão de campos de golfe e preparação de torneios, através da nossa equipa e dos nossos clientes. Será uma experiência inolvidável», afirma Caroline Carroll, Syngenta Turf Marketing and Communications Manager.

«Com a próxima reforma da PAC a Europa tem uma grande oportunidade»

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Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta, entrevistada durante o 11º Fórum para o Futuro da Agricultura (FFA), realizado em Bruxelas, a 27 de Março, pela Syngenta em parceria com a ELO- European Landowners Association.

«A Syngenta está a ajudar agricultores em todo o mundo a conhecer melhor o seu contexto produtivo», Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta, no Fórum para o Futuro da Agricultura, em Bruxelas

A opinião da Sociedade sobre a tecnologia de Proteção das Culturas está a mudar?

A indústria de Proteção das Culturas tem um problema de aceitação social, sobretudo na Europa, e os media refletem essa opinião. Há razões históricas para isso, algumas substâncias químicas causaram problemas graves no passado. No entanto, a tecnologia evoluiu. Se antes usávamos 2 a 3 quilos de produto fitofarmacêutico por hectare, atualmente bastam 4 a 5 gramas/hectare. E a população não está bem informada sobre esta mudança. Nós enquanto empresa não fomos eficazes a comunicar as inovações que ocorreram, o quanto os produtos evoluíram, atuando exclusivamente no alvo a controlar: a praga ou doença que afeta as plantas. Os alimentos produzidos na Europa são seguros para o consumidor.

Alguns supermercados estão a exigir alimentos com LMR (Limites Máximos de Resíduos) abaixo do que estipulado por lei. Como vê esta questão?

Os consumidores assim o exigem e, por isso, a indústria de proteção das plantas está em permanente diálogo com os supermercados e com as autoridades europeias que regulam estas matérias. Somos pela transparência do que é um nível seguro de resíduos nos alimentos e de modo algum queremos comprometer a segurança alimentar. Não é do nosso interesse. Por outro lado, queremos garantir que os agricultores fazem um bom trabalho no campo, que têm as tecnologias disponíveis para produzir de forma sustentável, com reduzido impacto na saúde do solo e com menores emissões de gases com efeito de estufa. É uma equação complicada e, por isso, estamos a dialogar com todas as partes interessadas.

A pressão das autoridades europeias é cada vez maior sobre a tecnologia de Proteção das Culturas. Como se posiciona a Syngenta neste contexto?

A tecnologia está em constante evolução e a Syngenta é uma empresa que investiga e inova na Europa. Estamos a trabalhar de forma intensa na I&D de produtos para proteção das culturas, inclusive produtos para aplicação em Modo de Produção Biológico, são ferramentas importantes para que os agricultores diminuam a pressão das doenças e pragas nas culturas. A inovação é bem-vinda na Europa e a Syngenta está bem posicionada para responder a este desafio.

A Syngenta assumiu, através do The Good Growth Plan, 6 compromissos à escala mundial para tornar as culturas agrícolas mais eficientes, respeitando o ambiente e as pessoas. Porquê?

Os agricultores precisam de muito mais do que soluções para proteger as culturas. A escolha das sementes mais adequadas ao tipo de solo e de clima, a data de sementeira e de colheita, o desafio de produzir em contexto de seca, como aconteceu nos últimos anos em Portugal e Espanha. A Syngenta está a ajudar agricultores em todo o mundo a conhecer melhor o seu contexto produtivo. Este conhecimento ajuda os agricultores a obter maior produtividade, respeitando o ambiente e garantindo o seu rendimento. Para a Syngenta a vantagem é que estamos melhor informados sobre as tecnologias que os agricultores vão precisar no futuro. As alterações climáticas colocam grandes desafios, nomeadamente, sobre o tipo de sementes do futuro. Precisamos de perceber hoje as alterações do clima para entregar aos agricultores as sementes que vão precisar daqui a 10 anos. Estamos a recolher grandes quantidades de informação valiosa que nos ajudará a orientar a nossa I&D para o futuro. O The Good Growth Plan é importante para a Syngenta, mas também para os agricultores, o ambiente e os consumidores, que querem alimentos seguros, produzidos com baixo impacto no ambiente.

O que espera da Política Agrícola Comum (PAC) pós-2020?

Com a próxima reforma da PAC a Europa tem uma grande oportunidade, pela primeira vez a política agrícola europeia está a ser desenhada para responder às necessidades locais das populações. Os países do Sul da Europa, como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, vão poder desenvolver medidas para evitar a erosão do solo, a maior ameaça aos seus sistemas agrícolas. A tecnologia digital e o big data vão permitem transparência e escalabilidade na execução da PAC. Os agricultores vão ter apoios para produzir os alimentos que a Europa precisa e para implementar medidas que protejam o ambiente.

Estamos na 11ª edição do Fórum para Futuro da Agricultura, organizado pela Syngenta e a European Landowners Association, em Bruxelas, que balanço faz do decorrer desta conferência?

Aprendi muito hoje, o FFA convida a ouvir e a refletir. Estive esta manhã num debate com uma organização que promove a alimentação saudável (GAIN- Global Alliance for Improved Nutrition) e numa tinha pensado no papel que nós (indústria de proteção das plantas e sementes) temos. Veja-se o exemplo do melhoramento de variedades vegetais, temos trabalhado para obter frutas e hortícolas como maior duração na prateleira dos supermercados, mas acabámos por perder o sabor e o aroma de um tomate acabado de colher. Com as novas tecnologias genéticas podemos trazer de volta o sabor original dos vegetais. É este o papel de empresas como a Syngenta. Na realidade tomamos consciência destas questões quando dialogamos com pessoas e entidades que se dedicam à defesa da alimentação saudável, ao combate à malnutrição e à obesidade. É esta a grande mais-valia do FFA.

«A Produção Integrada dá ao agricultor uma boa arma, mas com poucas munições»

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José Andrés Aparicio, consultor especializado em olival, dá alguns conselhos para a boa gestão desta cultura permanente.

José Andrés Aparicio na Jornada Formativa Syngenta sobre olival e ação de lançamento do novo herbicida Minsk, em Beja, em Março 2018

O fenómeno de safra e contra-safra persiste, apesar da modernização dos olivais e dos métodos produtivos. Porquê?

Nunca encarei o fenómeno da safra e contra-safra como algo aceitável. Num olival regado, onde se ponham em prática boas técnicas de fertilização, de gestão do solo, de rega e um adequado controlo de pragas e doenças, não há justificação para ocorrer a safra e contra-safra, exceto em caso de acidente climatológico.

Quais são os problemas fitossanitários que mais prejuízos causam nos olivais de Portugal e Espanha?

Em Portugal, o principal problema fitossanitário e que mais prejuízos causa é, sem dúvida, a  gafa (C.Gleosporoides). Em Espanha, os problemas fitossanitários variam consoante as regiões de produção. Em Jaen, a variedade Picual tem problemas com Verticillium D, e nas zonas onde se produz a variedade Hojiblanca, a gafa é o principal problema.

As estratégias de proteção do olival contra pragas e doenças adotadas pelos agricultores são as corretas? O que há a melhorar?

A maioria dos agricultores  aplicam as regras de Produção Integrada. É um passo em frente, mas não é o suficiente.  Pessoalmente, considero que a Produção Integrada dá ao agricultor uma boa arma, mas com poucas munições, em muitos casos limita a produção, especialmente no que respeita à fertilização do olival. Limita-se demasiado o uso de produtos fitofarmacêuticos.

Usar um pesticida genérico ou de marca é igual do ponto de vista da eficácia da proteção do olival?

Um genérico é um genérico. É mais barato, mas não é melhor. A qualidade da formulação,  fundamental para a melhor eficácia dos produtos,  não se consegue com um genérico. Há muitos exemplos em diversos produtos: glifosatos, cobres, piretróides, aminoácidos, etc. Sem qualquer dúvida, posso afirmar, baseado em 47 anos de experiencia pessoal, que os produtos genéricos não são iguais aos originais. E eu usei genéricos.

No olival super-intensivo, quais as estratégias que recomenda para maior sanidade do olival e equilíbrio do ecossistema natural?

O aumento de área de olivar não obriga a mudanças de estratégias, não obstante o agricultor deve:

  • Controlar adequadamente pragas e doenças, realizando os tratamentos a tempo e de forma correta, utilizando produtos adequados e devidamente homologados e de qualidade.
  • Fertilizar corretamente, dando os nutrientes necessários face às necesidades do olival, e realizar análises foliares no momento correto e saber interpretá-las. Fertilizar muito não significa fertilizar bem.
  • Podar de forma equilibrada. Os desequilibrios entre a parte aérea e a parte radicular desequilibram a produção e, obviamente, não se poda de igual forma um olival cuja azeitona se destina a conserva e um olival que produz para azeite.
  • Gerir o solo. Não lavrar, manter o coberto vegetal e saber geri-lo. Não esquecer que se trata de uma técnica.
  • Regar bem. Não se rega melhor, debitando muita agua.

Trata-se de praticar uma agricultura sustentável. Pode ser em Produção Integrada ou não…mas deve ser sustentável.

Syngenta compromete-se a erradicar malária até 2040

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A Syngenta anunciou, na reunião dos chefes de Governo da Commonwealth, realizada em Londres a 18 de Abril, o seu compromisso em apoiar a investigação, desenvolvimento e fornecimento de produtos inovadores para erradicar a malária até 2040. O Dia Mundial de Luta contra a Malária é assinalado a 25 de Abril de 2018 pela ONU.

Este compromisso foi assumido pela Syngenta e por outras empresas líderes mundiais na área da Proteção das Plantas (BASF, Bayer, Mitsui Chemicals e Sumitomo Chemical Company), que têm estado na origem do desenvolvimento de soluções inovadoras para controlo do mosquito vetor da malária, como redes de proteção impregnadas com inseticida e inseticidas para aplicação no interior das paredes das casas. Desde o ano 2000, 4 em cada 5 casos de malária foram evitados através destas tecnologias, salvando milhões de vidas.

A Syngenta revelou que está a desenvolver um inseticida com um novo modo de ação para resolver a questão da resistência dos mosquitos transmissores da malária aos inseticidas atuais, problema que tem dificultado o controlo da doença. A investigação está a ser levada a cabo em estreita colaboração com a Fundação Bill & Melinda Gates e o IVCC (Innovative Vector Control Consortium), um consórcio internacional que reúne investigadores públicos e privados cujo objetivo é encontrar soluções para erradicar a malária.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2016 se tenham registado 216 milhões de casos de malária, em cerca de 90 países. A malária mata por ano 445.000 pessoas, muitas das quais são pequenos agricultores. Os estudos indicam que quando um pequeno agricultor é infetado por esta doença o seu rendimento baixa até 50%.

Para resolver a questão da resistência dos mosquitos aos inseticidas, a Syngenta e o IVCC lançaram no mercado o inseticida ACTELLIC® 300CS, que foi formalmente recomendado pela OMS em 2013. Desde então este produto ajudou a proteger 34 milhões de pessoas em 14 países no continente africano.

«Com o ACTELLIC® 300CS estamos a conseguir resultados significativos, mas temos noção de que são precisas novas soluções para um controlo sustentável do vetor da malária. O nosso esforço conjunto com o IVCC visa descobrir e desenvolver essas soluções, que podem ajudar a melhorar a saúde pública em regiões onde a população vive a ameaça diária da malária, e erradicar a malária até 2040», afirmou Erik Fyrwald, CEO da Syngenta.

Syngenta e Agroútil reuniram 400 agricultores nas Jornadas Técnicas de Milho em Ponta Delgada

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A Syngenta e a Agroútil apresentaram aos agricultores de São Miguel tecnologias inovadoras que garantem uma produção de milho de qualidade e mais rentável, fazendo face ao desafio de reduzir os custos das explorações leiteiras açorianas. As Jornadas Técnicas do Milho Syngenta decorreram a 4 de Abril, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.

A produção de milho na ilha de São Miguel em 2017 totalizou cerca de 7.000 hectares e o ânimo dos agricultores para a campanha agrícola deste ano é positivo, devendo manter-se a área semeada. «Cada vez mais agricultores reconhecem que a silagem de milho é a componente fundamental para uma dieta alimentar equilibrada das vacas leiteiras e é a opção mais rentável», afirma João Oliveira, gerente da Agroútil, empresa distribuidora da tecnologia Syngenta nos Açores.

Uma das inovações que a Syngenta introduziu na lavoura açoriana nos últimos anos são as sementes de milho com tecnologia ARTESIAN, capazes de resistir em situações pontuais de falta de chuva, mantendo uma excelente performance. «Os milhos ARTESIAN, como o Hydro e o Helium, têm tido ótima aceitação aqui em São Miguel, devido aos bons resultados que os agricultores conseguem. Algumas pessoas ficam admiradas quando colhem o milho, alto, imponente, com ótima matéria verde e boa maçaroca, depois as análises comprovam que é um excelente alimento para as vacas», acrescenta o gerente da Agroútil, empresa que vende em exclusivo sementes de milho Syngenta.

O Zephir, de ciclo FAO 300, é outras das variedades de milho com tecnologia ARTESIAN, indicado para sementeirasmais tardias, que a Syngenta e Agroútil estão a testar com os agricultores açorianos. Outra novidade ainda para esta campanha é o Gladius, um milho de ciclo FAO 600, de folhagem exuberante e ligeiramente mais alto do que o Hydro, com excelente qualidade nutricional. «Em 2017 fizemos três campos experimentais em São Miguel com o Gladius, que teve muito bom comportamento, é mais uma excelente opção para a lavoura açoriana», afirma Eduardo Lopes, responsável técnico comercial da Syngenta para as sementes na região Norte de Portugal e Açores.

No controlo das infestantes (ervas daninhas) da cultura do milho, o LUMAX da Syngenta é uma tecnologia já reconhecida pelos agricultores açorianos, detendo uma quota de mercado próxima dos 90% no submercado da pré-emergência neste arquipelago. Ao ser aplicado em pré-emergência, este herbicida possibilita o controlo das infestantes numa fase precoce, diminuindo a competição entre estas e as plantas de milho. «Devemos andar um pouco à frente dos problemas, fazer prevenção, para evitar custos acrescidos, aplicando o LUMAX antes da sementeira ou antes da

emergência das plantas de milho», explica João Oliveira. Em anos com maior taxa de humidade, os herbicidas CALISTO e ELUMIS, ajudam o agricultor a fazer correções, controlando as infestantes numa fase de pós-emergência.
«Há uma adesão muito forte dos agricultores à estratégia de controlo das infestantes em pré-emergência, preconizada pela Syngenta. A quota de mercado que atingimos nos Açores comprovam-o e é graças ao trabalho de parceria com a Agroútil que tem sido possível alcançar tão bons resultados para a lavoura açoriana», remata César Trigo, Técnico Gestor Conta Distribuidor da Syngenta para o Minho e Ilhas.

 

11º Fórum para o Futuro da Agricultura apela à ação: agricultura saudável, comida saudável, futuro saudável

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O 11º Fórum para o Futuro da Agricultura (FFA), juntou em Bruxelas, a 27 de Março, 1.200 participantes que apelaram à ação conjunta da Sociedade para encontrar soluções concretas a nível mundial para um futuro saudável, através de práticas agrícolas sustentáveis e de produção alimentar saudável. O FFA é a maior conferência europeia sobre agricultura e é uma iniciativa conjunta da Syngenta, da European Landowners’ Organization (ELO) e da Fundação RISE.
O FFA 2018 reuniu líderes políticos, empresas e representantes da sociedade civil para um debate alargado sobre os grandes desafios atuais da agricultura e da alimentação, num momento em que é necessário agir para pôr em prática os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e em que se inicia um novo ciclo de reforma da Política Agrícola Comum (PAC).

Rainha da Jordânia, Nor Al Hussein

A Rainha da Jordânia, Nor Al Hussein, conhecida pelo seu trabalho internacional de ativista dos Direitos Humanos, proferiu a conferência de abertura do FFA 2018, sublinhando que o mundo não deve esquecer que a equidade no acesso à tecnologia para produção de alimentos é fundamental para evitar conflitos sociais e combater o fenómeno da subnutrição, que afeta 1 em cada 9 pessoas a nível mundial. «Devemos transitar para um sistema de produção de alimentos mais eficaz, mais equitativo e mais sustentável, dando mais oportunidades às mulheres e aos jovens», apelou a monarca.
A este propósito Hilal Elver, representante da ONU para o Direito à Alimentação, afirmou que a insegurança alimentar aumentou 11% a nível mundial, afetando 815 milhões de pessoas, de acordo com o último relatório da ONU, relativo a 2017. «Os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU- Agenda 2030- não estão a ser atingidos, porque são demasiado ambiciosos», afirmou Hilal Elver, defendendo que «precisamos de transitar para sistemas de produção alimentar alternativos, baseados na agroecologia e em soluções “climate smart”».
As consequências das alterações climáticas na economia global e na produção de alimentos foram abordadas por vários dos conferencistas. Prevê-se que em 2050 existam 1,4 biliões de refugiados do clima, uma situação que pode e deve ser revertida através de compromissos internacionais envolvendo governos, ONG, investigadores e empresas.

Louise Fresco, presidente da Universidade de Wageningen

A presidente da Universidade de Wageningen, Louise Fresco, sugeriu a criação de um Painel Intergovernamental para a Agricultura e Alimentação, com a bênção da ONU e validado pela comunidade científica, que crie consenso político, à semelhança do que já acontece com o IPCC-Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas. «Temos que avançar neste sentido para que no final do século a cadeia de valor alimentar na Europa seja um exemplo para o mundo», apelou esta responsável.

Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta, lembrou que o FFA é um palco de troca de ideias sobre estes temas e demonstra como o setor privado está a avançar para a resolução dos problemas, dando o exemplo do The Good Growth Plan da Syngenta. «O acesso a informação científica aberta e transparente sobre agricultura e alimentação é vital para que todos os cidadãos tenham acesso a alimentos seguros e a preços acessíveis», disse Alexandra Brand.

Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta

A agricultura europeia pode sobreviver sem a PAC?
Na última sessão do dia, os palestrantes foram convidados a responder à questão: “A agricultura europeia pode sobreviver sem a Política Agrícola Comum?”. Phil Hogan, comissário europeu para a agricultura e desenvolvimento rural, respondeu que a PAC é necessária para que os cidadãos europeus continuem a ter alimentos de elevada qualidade e acessíveis, mas requer uma abordagem mais ambiciosa nos benefícios ambientais que proporciona, tal como maior simplificação e integração das medidas.

«Reduzir o nível de produção agrícola não é o caminho certo para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a solução passa por um novo modelo de Greening, mais adaptado às condições locais de cada Estado-membro, que fixe objetivos e meça os benefícios ambientais alcançados», afirmou Phil Hogan.

Phil Hogan, comissário europeu da Agricultura

Janez Potočnik, presidente do FFA2018, resume o propósito desta conferência: «Temos o dever de inspirar os líderes mundiais a alcançar um futuro saudável, transformando os nossos modelos agrícolas e económicos e criando uma verdadeira mudança para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Todos nós, dos agricultores aos consumidores, dos políticos aos empresários, devemos contribuir para uma mudança de paradigma na forma como pensamos e agimos, que nos conduza à segurança alimentar e ambiental».
Thierry de l’Escaille, secetário-geral da European Landowners’ Organization (ELO), disse que «os agricultores europeus estão na linha da frente do que respeita a produzir comida saudável em explorações agrícolas amigas do ambiente. Os nossos associados estão mais do que disponíveis para fazer parte da solução, mas devem ser devidamente recompensados pelo seu esforço. Se a Europa pretende ser mais amiga do Ambiente, deve garantir uma atividade económica próspera no mundo rural».
Para mais informação sobre o FFA 2018, consulte: http://www.forumforagriculture.com

 

Syngenta Good Growth Plan: forte crescimento na produtividade das culturas e redução das emissões de gases com efeito estufa

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A Syngenta está a conseguir resultados muito promissores com o The Good Growth Plan (GGP) no aumento da produtividade das principais culturas agrícolas, com um uso mais eficiente, seguro e sustentável dos recursos, conforme comprova o relatório de progresso dos primeiros quatro anos deste programa. Tratam-se de 6 compromissos à escala global, para tornar as culturas agrícolas mais eficientes, respeitando o ambiente e as pessoas. Para atingir estes resultados os especialistas de campo da Syngenta trabalham com agricultores, partilhando conhecimento e testando novas soluções em cerca de 1.400 quintas modelo, em 22 culturas agrícolas e 41 paises.


• Produtividade subiu 10,9% nas quintas modelo e 21,6% nas quintas de pequenos agricultores
• As emissões de gases com efeito de estufa diminuíram 14% por unidade produzida
• 25 milhões de agricultores receberam formação sobre uso seguro, dos quais 17,5 milhões são pequenos agricultores

O relatório de 2017 do GGP foi apresentado em Bruxelas, a 26 de Março, perante colaboradores da empresa e parceiros deste programa que se deslocaram da Europa, Ásia, África e América para dar testemunho sobre o progresso alcançado nos seus países de origem. De Portugal viajaram 11 convidados da Syngenta: associações (ANSEME, FNOP, APOSOLO, ANPROMIS, ANPOC) e confederações de agricultores (CAP, CONFAGRI), uma cadeia de distribuição alimentar (Sonae) e jornalistas.

Em 2017, a produtividade por hectare nas quintas modelo do GGP aumentou em média 10,9%, em relação ao ponto de partida do programa, em 2014. Um aumento que foi 50% superior ao alcançado noutras explorações agrícolas usadas para comparação. É nas explorações agrícolas modelo de pequenos agricultores que os resultados são mais promissores, atingindo uma melhoria da produtividade estimada em 21,6%. Isto foi possível usando produtos fitofarmacêuticos, adubos e outros fatores de produção de forma mais eficiente. No caso dos produtos fitofarmacêuticos registou-se uma melhoria de 14,2% na eficácia (medida em dose de produto aplicado por kg de cultura agrícola).
As emissões de gases com efeito de estufa, sistematicamente monitorizadas nas quintas modelo do GGP, reduziram-se em média 14% por unidade produzida, desde 2014.


Como fazemos a diferença- alguns exemplos
No pilar social do GGP, a Syngenta, em parceria com a consultora TechnoServe, ajudou 8.800 agricultores do Quénia a aumentar os seus rendimentos em mais de 5 milhões de dólares, desde 2016. Estes produtores de batata e tomate aumentaram os seus rendimentos através de formação, de acesso a melhores fatores de produção e do acesso ao crédito e com a melhoria das redes de venda locais. No Bangladesh, 22.250 famílias beneficiaram dos chamados “ninhos de apoio ao agronegócio”, onde têm acesso a melhores sementes, apoio à gestão de risco e ajuda no “último quilómetro” de acesso ao mercado. Este projeto é liderado pela Fundação Syngenta para Sustentabilidade da Agricultura.

Ainda no pilar social, em Portugal, a Syngenta deu formação a perto de 4500 agricultores sobre uso seguro e eficaz de produtos fitofarmacêuticos e a cerca de 300 estudantes do ensino superior e técnico agrário, neste último caso através da competição formativa 24H Agricultura Syngenta. Projetos idênticos decorrem em países como a Argentina, para estudantes do ensino técnico agrário. Todos eles em colaboração com institutos públicos de investigação agrária, universidades e associações técnico-científicas.
No pilar ambiental, em Portugal, a Syngenta contribuiu para melhorar 21.771 hectares de solos agrícolas e ajudou a fomentar a biodiversidade, instalando margens funcionais que servem de alimento e refúgio para abelhas e outros insetos polinizadores, em mais de 146 hectares de terrenos agrícolas. Estes resultados foram obtidos graças à colaboração com parceiros chave, entre os quais, a APOSOLO- Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo, a Quinta da Cholda, a Herdade do Pinheiro, entre outros.


«Mais do que nunca dependemos dos agricultores para aumentar a produção de forma sustentável, com alimentos seguros e acessíveis, mas também com menor impacto no Ambiente. O Good Growth Plan é central neste compromisso e demonstra a forma como a Syngenta coloca a sustentabilidade no centro do seu negócio, alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU», afirmou Erik Fyrwald, CEO da Syngenta.
«Alcançamos grandes resultados nestes quatro anos, mas devemos fazer mais. Continuaremos a melhorar o GGP para ir além do atual modelo agrícola e integrar o muito conhecimento gerado pelo GGP na nossa oferta comercial. Muita desta informação é produzida em parceria com governos, investigadores, ONG e empresários, que acrescentam valor ao nosso esforço e contribuem para a evolução e desenvolvimento do GGP», acrescentou.

Para mais informação: www.goodgrowthplan.com ou www.data.syngenta.com

Syngenta renova protocolo de parceria com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

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Dar formação aos viticultores com vista ao aumento da produtividade das vinhas e melhoria da qualidade das uvas e do vinho é o objetivo do protocolo celebrado entre a Syngenta e Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.
A Syngenta e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) renovaram na passada semana o protocolo de formação existente entre ambas as entidades, que permite aos viticultores da região aprofundar o conhecimento sobre proteção da cultura da vinha e boas práticas de pulverização.


Um dos projetos formativos mais emblemáticos da CVRVV é a “Academia dos Vinhos Verdes”, que em 2017 movimentou mais de 1.500 produtores nos cursos abertos sobre viticultura, enologia e marketing. Para 2018 estão programados 15 cursos. Os técnicos da Syngenta integram a equipa de formadores da “Academia dos Vinhos Verdes”.
«O protocolo que temos com a Syngenta não se limita a uma vertente comercial, pois há o empenho de ambas as equipas no sentido de transmitirem conhecimento aos produtores. Isto faz-se ao longo do ano por vários meios, dos quais destaco: os cursos da “Academia dos Vinhos Verdes” e o jornal “Boas Vinhas”, distribuído gratuitamente aos mais de 18.000 produtores da região», explica Manuel Pinheiro, presidente da Comissão Executiva da CVRVV.
Para a Syngenta este protocolo representa «uma oportunidade de partilhar informação com os viticultores da região dos Vinhos Verdes para que os tratamentos das vinhas sejam realizados no momento ideal, de forma eficaz e totalmente segura para os aplicadores e meio ambiente», afirma António Howorth, gestor de campanhas da Syngenta, destacando «o trabalho meritório que a CVRVV tem realizado na promoção da qualidade e na valorização dos Vinhos Verdes».
Este ano, com o lançamento do AMPEXIO, nova linha de fungicidas anti-mildio sem mancozebe nem folpete, a Syngenta disponibiliza aos viticultores nacionais uma nova “ferramenta”, que para além de ser extremamente eficaz em campo, é segura para os mercados de exportação.
Em 2017 a produção de Vinho Verde atingiu os 93 milhões de litros, um aumento de 30% face ao ano anterior, repondo os stocks da região que estavam a zero. «Entramos em 2018 com uma excelente oferta de quantidade e qualidade, o que nos permite ambicionar uma posição reforçada no mercado», afirma Manuel Pinheiro.
No ano passado as vendas de Vinho Verde aumentaram 4% em Portugal (é a segunda região com maior volume de vendas, depois do Alentejo), mas aumentaram a dois dígitos nos segmentos de maior valor, como são o Alvarinho e oLoureiro. No mercado externo, 2017 foi o 13º ano consecutivo de aumento de exportações, que já representammais de 50% das vendas globais de Vinho Verde. Alemanha e EUA são os mercados principais.

Jornadas Tomate Indústria- Syngenta apresenta soluções para proteção da cultura

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A Syngenta organizou, a 9 de Março, na Casa Cadaval, em Muge, as Jornadas Tomate Indústria, onde se debateram os problemas fitossanitários que afetam esta cultura, em particular a mosca branca, uma praga que gerou elevados prejuízos na última campanha, depreciando o rendimento e a qualidade dos frutos.

Entre as soluções apresentadas pela Syngenta para garantir a sanidade das plantas e dos frutos, destacaram-se os inseticidas ACTARA®, AMPLIGO® e EFORIA® e o fungicida RIDOMIL GOLD R WG®.

Os balanços das últimas campanhas têm demonstrado um crescente aumento da produção de tomate indústria em Portugal. Em 2017 foram plantados 17.863 hectares e entregues para transformação na indústria 1,5 milhões de toneladas de tomate. Todavia, a qualidade do produto final, sobretudo o processado proveniente das colheitas de final de época, revelaram perda de qualidade por alteração de cor do fruto.

A qualidade do processado de matéria-prima no final da campanha é afetado pela destruição de área foliar, que se deve à natural senescência das plantas, mas também a incidência de pragas, como mosca branca, ácaros e traça do tomateiro. Estas contribuem para a desfoliação, cuja incidência aumentou nos últimos anos, momento em que se começou a registar a designada “falta de cor”, um fator que penaliza a qualidade do tomate, levando a reduções no preço pago pelas indústrias aos agricultores.

A mosca branca é responsável pela transmissão de diversos vírus à cultura e causa o amadurecimento irregular do tomate. A Syngenta preconiza uma «estratégia concertada de luta contra este inseto (Bemisia tabaci), com base no inseticida ACTARA®, combinado com produtos de outros grupos químicos, posicionados no momento certo, ao longo da campanha, como forma de evitar resistências e garantir o controlo eficaz da praga», afirmou Gilberto Lopes, field expert da Syngenta.

O ACTARA®, inseticida sistémico de rápida ação contra mosca branca e afídeos, é um produto muito versátil, pois pode ser aplicado por três vias: ao solo; nos viveiros de jovens plantas (por imersão dos tabuleiros ou por injeção na turfa, 2 a 3 dias antes do transplante) e via rega (5 a 7 dias após o transplante ou ao aparecimento da praga).

A traça do tomateiro (Tuta absoluta) é praga chave da cultura de tomate e pode provocar prejuízos na ordem dos 100 %. A Syngenta lançou em 2017 o AMPLIGO®, um inseticida multipraga, eficaz no controlo das duas espécies de lepidópteros mais prejudiciais para a cultura do tomate indústria – a lagarta e a traça do tomateiro. Ao conter duas substâncias ativas com dois modos de ação diferentes, o AMPLIGO® proporciona um controlo de todos os estádios de desenvolvimento dos lepidópteros e apresenta um bom perfil anti-resistências. O produto demonstra boa eficácia, mesmo quando aplicado com temperaturas elevadas, graças à sua formulação com a tecnologia ZEON® que inclui uma proteção UV das micro-capsulas do produto, prolongando por mais tempo o seu efeito de controlo das pragas.

No que respeita aos fungicidas, o RIDOMIL GOLD R WG®, à base de metalaxil M e cobre, é um anti-míldio homologado para várias culturas de ar livre, incluindo tomate indústria. É indicado para controlo da Phytophthora spp. na fase inicial do ciclo da cultura. Este produto contém na sua formulação apenas a parte ativa do metalaxil M, o que torna menos prejudicial para o meio ambiente.

João Santos Silva, diretor do Centro de Competências para o Tomate Indústria (CCTI), deu conta do trabalho em curso no âmbito do projeto Qualitomate, que visa o estudo de estratégias de proteção desta cultura contra os prejuízos causados pela mosca branca, ácaros e traça. Além de identificar as espécies de insetos e a sua dinâmica ao longo do ciclo da cultura, com especial destaque na fase final da campanha, o CCTI e os restantes parceiros do projeto, estão a estudar técnicas de avaliação do risco dos ataques das pragas e a desenvolver ferramentas expeditas de apoio à decisão do agricultor.

Ana Barroso, técnica da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), apresentou algumas novidades relativas às regras dos apoios do Regime de Pagamento Base (RPB), cujas candidaturas decorrem até 30 de Abril. Uma delas é a redução de 5% nos apoios para os agricultores que recebam acima de 150 mil euros/ano, em virtude da aplicação do chamado “capping”, bem como a obrigatoriedade de apresentação de todos os documentos necessários à candidatura via portal do IFAP. A propósito das regras do Greening, Ana Barroso, recordou que, a partir deste ano, se encontra interdita a aplicação de produtos fitofarmacêuticos nas terras de pousio e nas terras ocupadas por culturas fixadoras de azoto, declaradas para efeitos de apoios na medida Superfície de Interesse Ecológico.

Participaram nas Jornadas Tomate Indústria da Syngenta cerca de 115 agricultores e técnicos de organizações de produtores, da distribuição e das indústrias de transformação de tomate.