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Syngenta forma agricultores e técnicos sobre conservação do solo

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A Syngenta realizou a 5 de Julho, em Setúbal, as “Jornadas Sustentabilidade e Conservação do Solo”, partilhando conhecimento sobre boas práticas agrícolas de gestão do solo e qualidade da água.
As jornadas visaram aprofundar e partilhar conhecimento sobre a adoção de boas práticas agrícolas para a conservação dos solos e a qualidade da água, desafios atuais da agricultura e que a Syngenta assumiu como compromissos no seu plano global de sustentabilidade – The Good Growth Plan. Até 2020, a empresa pretende contribuir para melhorar a fertilidade de 10 milhões de hectares de terras agrícola à beira da degradação.


Recorde-se que a degradação dos solos é uma das maiores ameaças à agricultura, estimando-se que 33% dos solos a nível mundial estão moderadamente ou altamente degradados, de acordo com a FAO- Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.
A escorrência, a compactação e o baixo nível de matéria orgânica dos solos são os principais problemas com que os agricultores da Península Ibérica se confrontam. Julio Roman Vasquez, investigador da Universidade de Córdoba e especialista em solos, aconselhou algumas medidas de conservação do solo, entre as quais: a redução da intensidade de mobilização do solo ou a não mobilização, através da sementeira direta; o uso de pneus de baixa pressão nos tratores e máquinas agrícolas; a instalação de coberturas vegetais na entrelinha das culturas lenhosas (olival, vinha, etc) e a sementeira de margens funcionais nas bordaduras das parcelas e junto das linhas de água.
«Estas boas práticas permitem reduzir a erosão (melhoria da estrutura e aumento da fertilidade do solo); mantêm a água no solo, evitando o arrastamento da matéria fértil; conduzem a poupanças de energia (menor necessidade de aplicação de adubos, menos gastos de combustível e menor desgaste das máquinas agrícolas) e contribuem para aumentar a biodiversidade (fauna e flora) na exploração agrícola», explicou Julio Roman Vasquez.


As jornadas prosseguiram com uma demonstração numa vinha do grupo Bacalhoa, no Poceirão, empresa parceira da Syngenta na implementação de medidas de sustentabilidade agrícola. Usando ferramentas simples e baratas, foram determinados a capacidade de escoamento e de infiltração da água no solo e o teor aproximado de matéria orgânica, informação útil para planificar a rega e a fertilização das culturas. Num teste comparativo entre um solo mobilizado e um solo com cobertura vegetal ficou comprovado que o segundo tem maior capacidade de absorção e de retenção da água. «É preciso desmistificar a ideia generalizada de que os solos lavrados absorvem e retêm mais água, pois na realidade é o inverso: um solo com cobertura vegetal, mais estruturado, serve de barreira à escorrência da água e dos sedimentos superficiais», explicou o investigador espanhol.
Francisco Garcia Verde, responsável de Sustentabilidade da Syngenta para a Península Ibérica, afirma que «estas jornadas foram o início de um conjunto de ações de formação que a Syngenta vai realizar em Portugal sobre boas práticas de conservação do solo, em parceria com a APOSOLO- Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo, entidade com a qual temos uma visão comum sobre a importância de preservar os solos», acrescentando que o objetivo de ambas as entidades é contribuir para aumentar a área de agricultura de conservação em Portugal, atualmente estimada em cerca de 40.000 hectares. «Queremos envolver todos os agentes do setor agrícola neste desafio, mas a concretização dos objetivos depende das políticas agrícolas adotadas, tanto por Portugal, como a nível da UE».

Syngenta ajuda agricultores de Cantanhede a implementar agricultura sustentável

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Os agricultores da freguesia da Cordinhã, no concelho de Cantanhede, vão ter à disposição, na próxima campanha agrícola, um Centro de Lavagem de Pulverizadores, para recolha e tratamento de resíduos de produtos fitofarmacêuticos. O sistema Héliosec®, fornecido pela Syngenta, ajudará os agricultores a proteger o ambiente e a manterem-se seguros.

A instalação do sistema Héliosec® resulta de uma parceria estabelecida entre a Junta de Freguesia da Cordinhã e a Syngenta e deverá beneficiar cerca de 210 agricultores desta freguesia, onde existe a maior mancha de vinhas da Bairrada. Trata-se do primeiro Centro de Lavagem de Pulverizadores de uso comunitário em Portugal.

A primeira pedra do projeto foi lançada na passada sexta-feira, 29 de Junho, com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, que se deslocou à Cordinhã para conhecer a iniciativa. «Trata-se de uma obra relevante que demonstra a visão estratégica desta autarquia para uma área tão sensível como é o Ambiente e deve motivar outros autarcas do país a realizar investimentos semelhantes», afirmou o governante.

«A Junta de Freguesia da Cordinhã preocupa-se com a proteção do ambiente e o bem-estar da sua população. Instalando o sistema Héliosec® da Syngenta ajudaremos os nossos agricultores a cumprir uma exigência legal – tratamento e encaminhamento correto de resíduos – e garantimos a sustentabilidade da viticultura da Bairrada», afirma Pedro Carrana, presidente da Junta de Freguesia da Cordinhã, sublinhando que este é «um projeto win-win para todas as partes envolvidas».

O Héliosec® funciona por desidratação natural através do vento e da temperatura e elimina definitivamente os restos de calda e as águas residuais de lavagem dos pulverizadores. O sistema é composto por um tanque em polietileno com cobertura, que é montado sobre uma base de cimento. Os efluentes desidratam até à obtenção de um extrato seco, que fica depositado no filme do Héliosec®. A recolha dos resíduos é assegurada pela Syngenta.

A Syngenta dará formação aos agricultores sobre o uso do sistema Héliosec®, bem como sobre a correta utilização dos produtos fitofarmacêuticos, calibração e regulação dos equipamentos de aplicação.

Esta ação enquadra-se no âmbito do The Good Growth Plan, o compromisso da Syngenta a nível mundial para tornar as culturas agrícolas mais eficientes, respeitando o ambiente e as pessoas. Em Portugal, a Syngenta já formou mais de 4.500 agricultores sobre Boas Práticas relacionadas com o uso de produtos fitofarmacêuticos.

«A arquitetura verde da PAC vai ter mudanças importantes»

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Eduardo Diniz, diretor-geral do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral do Ministério da Agricultura, entrevistado durante o 11º Fórum para o Futuro da Agricultura (FFA), realizado em Bruxelas, a 27 de Março.

Fórum para o Futuro da Agricultura realizado em Bruxelas em Março de 2018

“Agricultura saudável, alimentos saudáveis, futuro saudável” foi tema do Fórum para o Futuro da Agricultura, organizado pela Syngenta e a European Landowners Association, em Bruxelas. O que retém desta conferência?

Acho muito interessante que o FFA tenha abordado a questão da Sustentabilidade. Nos últimos anos, toda a política agrícola, e a Política Agrícola Comum (PAC) em particular, tem vindo a integrar objetivos e prioridades societais. Os temas do Ambiente, Nutrição e Alimentação Saudável têm estado muito presentes. No documento publicado pela Comissão Europeia sobre a reforma da PAC, em Novembro de 2017, a Alimentação Saudável surge em evidência, é sinal de que estamos a regressar a preocupações que estiveram na origem da PAC, mas agora numa perspetiva de sustentabilidade, equilíbrio e Nutrição, um papel a que as políticas agrícolas e alimentares também devem responder.

O que acha de ser uma empresa de produtos fitofarmacêuticos, em conjunto com uma organização europeia de agricultores, a organizar o FFA?

O que vemos no FFA é a importância do diálogo entre várias entidades. A área da Nutrição Saudável deve dizer quais são as suas preocupações, os ambientalistas e conservacionistas têm que apontar os caminhos e o setor agrícola também. As empresas de fatores de produção, como a Syngenta, devem estar atentas aos anseios da Sociedade e adequar os seus produtos, porque está em causa a sua sustentabilidade económica. Trata-se integrar as preocupações de todos os stakeholders nas políticas públicas e nas estratégias empresariais.

Que expectativas tem sobre o orçamento da PAC pós-2020?

A PAC e a Política de Coesão, em conjunto, representam mais de 80% da dotação orçamental da União Europeia. Com a saída do Reino Unido da UE (que era o maior contribuinte líquido para o orçamento comunitário) e as novas prioridades europeias nas áreas da Defesa, Fronteiras e Migração, há grandes pressões sobre o orçamento comunitário. Será difícil manter na PAC e na Politica de Coesão orçamentos tão fortes. Mas considero que havendo novas prioridades na UE, têm que existir novos recursos para as financiar e não à conta de pôr a funcionar pior políticas que têm dado bons resultados. Se os Estados-membros vieram a dar um maior contributo financeiro, talvez em termos nominais se mantenham os orçamentos existentes na PAC e no Fundo de Coesão.

As medidas do Greening vão mudar na PAC pós-2020?

A arquitetura verde da PAC vai ter mudanças importantes, porque o Greening teve resultados limitados no atual QCA, isso é reconhecido pelos avaliadores da PAC e também pelos agricultores,  que sentiram dificuldades em implementá-las. No contexto da maior subsidiariedade da PAC, proposta pela Comissão Europeia, que dará aos Estados-membros maior liberdade na arquitetura das medidas, pretende-se atingir uma maior eficiência das medidas ambientais, mais aderentes a objetivos locais e regionais.

Haverá uma “regionalização” da PAC pós-2020?

Haverá uma maior capacidade de programação, flexibilidade e subsidiariedade da PAC e, portanto, vamos ter que saber utilizá-la. Portugal tem larga experiência na aplicação de medidas ambientais, quer no I Pilar (com o greening, tal como todos os outros Estados-membros), quer em particular no II Pilar, que tem uma representatividade muito importante nas medidas agro-ambientais.

 

Syngenta premeia 4 projetos de Sustentabilidade Agrícola em Portugal

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A Syngenta premiou a Aposolo, a Fertiprado e os projetos Milho Amarelo e Smart Farm pelo seu contributo para a sustentabilidade da agricultura em Portugal. Os galardões foram atribuídos no âmbito do debate “The Good Growth Plan”, realizado na Feira Nacional de Agricultura, a 5 de Junho.

Felisbela Torres de Campos, responsável de Registo & Assuntos Corporativos da Syngenta em Portugal

«O reconhecimento destes 4 projetos, que direta ou indiretamente estão relacionados com o The Good Growth Plan, é uma grande oportunidade para dar a conhecer ao cidadão comum o elevado nível de compromisso que todo o setor agrícola tem para com as questões da Sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais do planeta», afirmou Felisbela Torres de Campos, responsável de Registo & Assuntos Corporativos da Syngenta em Portugal.

Premiados Sustentabilidade Agrícola
Aposolo- Associação Portuguesa de Agricultura de Conservação, tem tido uma contribuição pioneira para o desenvolvimento da Agricultura de Conservação em Portugal, como meio eficaz na melhoria do uso dos recursos naturais – solo, água, ar e biodiversidade. É parceira da Syngenta no contributo para a melhoria de 21.771 hectares de solos agrícolas em Portugal.

Fertiprado– empresa nacional que se dedica à obtenção e melhoramento de sementes de pastagens e forragens, como solução para a sustentabilidade dos sistemas agropecuários. É parceira da Syngenta no projeto Operation Pollinator, fornecendo misturas de sementes para corredores verdes em zonas marginais das parcelas agrícolas.

Milho Amarelo– projeto iniciado há 10 anos que está a implementar um novo modelo de gestão da biodiversidade a baixo custo, na Quinta Cholda, Golegã, e que visa ser expandido e replicado noutras explorações intensivas de milho do Vale do Tejo. É parceiro da Syngenta no projeto Operation Pollinator.

Smart Farm – quinta modelo de demonstração e divulgação de Boas Práticas Agrícolas recomendadas pela Indústria Fitofarmacêutica, instalada na Companhia das Lezírias. É um projeto da ANIPLA. Faz parte dos equipamentos da Smart Farm o sistema HELIOSEC da Syngenta para tratamento e encaminhamento dos restos de caldas.

Na mesa redonda sobre “A importância da Sustentabilidade Agrícola no novo ciclo de reforma da PAC”, moderada por José Diogo Albuquerque, CEO do Agroportal, foram reveladas algumas pistas sobre o que vai mudar no âmbito da PAC após 2020. A proposta da Comissão Europeia relativa a Portugal aponta para um corte de 15% nas verbas do II Pilar do Programa de Desenvolvimento Rural; um reforço de 3,9% nas verbas do I Pilar (Pagamentos Diretos) e a substituição das atuais medidas do Greening por medidas ambientais definidas pelo Governo Português, mais adequadas à realidade nacional.


«Não é aceitável o corte de 15% nas verbas do II Pilar, pois é através deste que se apoiam as medidas agroambientais e o fomento à inovação (…) exigimos um orçamento compatível com as maiores exigências a que estão sujeitos os agricultores, estes devem ser remunerados pelos serviços públicos que prestam à Sociedade», defendeu Cláudia Costa, subdiretora geral do GPP do Ministério da Agricultura.

Tito Rosa, ex-gestor do programa AGRO, ex-dirigente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e da Liga para a Conservação da Natureza, sugeriu a criação de um programa de apoios aos agricultores pela conservação dos recursos naturais nas explorações agrícolas, sendo o montante do apoio diferenciado em função dos resultados obtidos. «Uma política agrícola equilibrada é a melhor política ambiental que um país pode ter (…) a Sociedade deve ser solidária com uma agricultura que faça uma boa gestão dos recursos naturais», apelou.

«A “nacionalização” do greening na futura PAC é uma nova oportunidade (…) as explorações agrícolas devem ser apoiadas pelo esforço que fazem para cumprir os objetivos ambientais e o Governo deve ser inovador na forma como avalia e premeia os resultados desse esforço», afirmou João Coimbra, agricultor e promotor do projeto Milho Amarelo.

Fabricio Peres, líder global de sustentabilidade e stewardship para o negócio de Crop Protection da Syngenta

Fabricio Peres, líder global de sustentabilidade e stewardship para o negócio de Crop Protection da Syngenta, explicou em que consiste o The Good Growth Plan, o compromisso global da Syngenta para tornar as culturas agrícolas mais eficientes, respeitando o ambiente e as pessoas.

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, sublinhou a importância dos compromissos assumidos pela Syngenta, através do seu plano global de sustentabilidade: «felicito a Syngenta por ter tomado a iniciativa do The Good Growth Plan e o facto de o ter trazido a debate na Feira Nacional de Agricultura (…) é muito interessante acompanhar o progresso destas medidas».

Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)

The Ryder Cup- Syngenta apoia maior evento de golfe do mundo

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O campo de golfe da Ryder Cup 2018, competição bienal disputada pelos melhores golfistas da Europa e dos EUA, conta este ano com o know-how (produtos e assessoria agronómica) da Syngenta.

Este torneio, que decorrerá no Le Golf National, em Saint-Quentin-en-Yvelines, França, entre 25 e 30 de Setembro, tem uma audiência estimada em mais de 500 milhões de telespectadores e é seguido diariamente no campo por 61.000 adeptos.

A Ryder Cup é o evento desportivo com maior cobertura mediática do mundo, a seguir à World Cup e aos Jogos Olímpicos, exigindo elevados padrões de qualidade em toda a sua preparação, com especial destaque para o relvado, onde vão competir as maiores estrelas internacionais do golfe.

A Syngenta, que conta com uma gama de produtos que ajudam os greenkeepers a manter a qualidade e a sanidade dos relvados, está a trabalhar com a organização do evento para garantir um relvado de qualidade irrepreensível. Alguns elementos da equipa da Syngenta vão integrar o staff que cuida do relvado, sob o comando de Alejandro Reyes, responsável pelo campo do Le Golf National. Um total de 140 voluntários, vindos da Europa, EUA e Médio Oriente integram esta equipa.

 «Conseguir um lugar nesta equipa é um sonho tornado realidade para qualquer greenkeeper do mundo. Vamos seguir o dia-a-dia dos nossos clientes e filmar as suas histórias na preparação da Ryder Cup e durante o torneio, dando a conhecer a competição através dos seus olhos», afirma Rod Burke, Marketing Lead EAME Turf and VM da Syngenta.

O campo Albatros do Clube de golfe, onde decorrerá o torneio, é considerado um dos melhores campos de golfe da Europa.

 «Podemos aprender e partilhar tanto sobre gestão de campos de golfe e preparação de torneios, através da nossa equipa e dos nossos clientes. Será uma experiência inolvidável», afirma Caroline Carroll, Syngenta Turf Marketing and Communications Manager.

«Com a próxima reforma da PAC a Europa tem uma grande oportunidade»

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Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta, entrevistada durante o 11º Fórum para o Futuro da Agricultura (FFA), realizado em Bruxelas, a 27 de Março, pela Syngenta em parceria com a ELO- European Landowners Association.

«A Syngenta está a ajudar agricultores em todo o mundo a conhecer melhor o seu contexto produtivo», Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta, no Fórum para o Futuro da Agricultura, em Bruxelas

A opinião da Sociedade sobre a tecnologia de Proteção das Culturas está a mudar?

A indústria de Proteção das Culturas tem um problema de aceitação social, sobretudo na Europa, e os media refletem essa opinião. Há razões históricas para isso, algumas substâncias químicas causaram problemas graves no passado. No entanto, a tecnologia evoluiu. Se antes usávamos 2 a 3 quilos de produto fitofarmacêutico por hectare, atualmente bastam 4 a 5 gramas/hectare. E a população não está bem informada sobre esta mudança. Nós enquanto empresa não fomos eficazes a comunicar as inovações que ocorreram, o quanto os produtos evoluíram, atuando exclusivamente no alvo a controlar: a praga ou doença que afeta as plantas. Os alimentos produzidos na Europa são seguros para o consumidor.

Alguns supermercados estão a exigir alimentos com LMR (Limites Máximos de Resíduos) abaixo do que estipulado por lei. Como vê esta questão?

Os consumidores assim o exigem e, por isso, a indústria de proteção das plantas está em permanente diálogo com os supermercados e com as autoridades europeias que regulam estas matérias. Somos pela transparência do que é um nível seguro de resíduos nos alimentos e de modo algum queremos comprometer a segurança alimentar. Não é do nosso interesse. Por outro lado, queremos garantir que os agricultores fazem um bom trabalho no campo, que têm as tecnologias disponíveis para produzir de forma sustentável, com reduzido impacto na saúde do solo e com menores emissões de gases com efeito de estufa. É uma equação complicada e, por isso, estamos a dialogar com todas as partes interessadas.

A pressão das autoridades europeias é cada vez maior sobre a tecnologia de Proteção das Culturas. Como se posiciona a Syngenta neste contexto?

A tecnologia está em constante evolução e a Syngenta é uma empresa que investiga e inova na Europa. Estamos a trabalhar de forma intensa na I&D de produtos para proteção das culturas, inclusive produtos para aplicação em Modo de Produção Biológico, são ferramentas importantes para que os agricultores diminuam a pressão das doenças e pragas nas culturas. A inovação é bem-vinda na Europa e a Syngenta está bem posicionada para responder a este desafio.

A Syngenta assumiu, através do The Good Growth Plan, 6 compromissos à escala mundial para tornar as culturas agrícolas mais eficientes, respeitando o ambiente e as pessoas. Porquê?

Os agricultores precisam de muito mais do que soluções para proteger as culturas. A escolha das sementes mais adequadas ao tipo de solo e de clima, a data de sementeira e de colheita, o desafio de produzir em contexto de seca, como aconteceu nos últimos anos em Portugal e Espanha. A Syngenta está a ajudar agricultores em todo o mundo a conhecer melhor o seu contexto produtivo. Este conhecimento ajuda os agricultores a obter maior produtividade, respeitando o ambiente e garantindo o seu rendimento. Para a Syngenta a vantagem é que estamos melhor informados sobre as tecnologias que os agricultores vão precisar no futuro. As alterações climáticas colocam grandes desafios, nomeadamente, sobre o tipo de sementes do futuro. Precisamos de perceber hoje as alterações do clima para entregar aos agricultores as sementes que vão precisar daqui a 10 anos. Estamos a recolher grandes quantidades de informação valiosa que nos ajudará a orientar a nossa I&D para o futuro. O The Good Growth Plan é importante para a Syngenta, mas também para os agricultores, o ambiente e os consumidores, que querem alimentos seguros, produzidos com baixo impacto no ambiente.

O que espera da Política Agrícola Comum (PAC) pós-2020?

Com a próxima reforma da PAC a Europa tem uma grande oportunidade, pela primeira vez a política agrícola europeia está a ser desenhada para responder às necessidades locais das populações. Os países do Sul da Europa, como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, vão poder desenvolver medidas para evitar a erosão do solo, a maior ameaça aos seus sistemas agrícolas. A tecnologia digital e o big data vão permitem transparência e escalabilidade na execução da PAC. Os agricultores vão ter apoios para produzir os alimentos que a Europa precisa e para implementar medidas que protejam o ambiente.

Estamos na 11ª edição do Fórum para Futuro da Agricultura, organizado pela Syngenta e a European Landowners Association, em Bruxelas, que balanço faz do decorrer desta conferência?

Aprendi muito hoje, o FFA convida a ouvir e a refletir. Estive esta manhã num debate com uma organização que promove a alimentação saudável (GAIN- Global Alliance for Improved Nutrition) e numa tinha pensado no papel que nós (indústria de proteção das plantas e sementes) temos. Veja-se o exemplo do melhoramento de variedades vegetais, temos trabalhado para obter frutas e hortícolas como maior duração na prateleira dos supermercados, mas acabámos por perder o sabor e o aroma de um tomate acabado de colher. Com as novas tecnologias genéticas podemos trazer de volta o sabor original dos vegetais. É este o papel de empresas como a Syngenta. Na realidade tomamos consciência destas questões quando dialogamos com pessoas e entidades que se dedicam à defesa da alimentação saudável, ao combate à malnutrição e à obesidade. É esta a grande mais-valia do FFA.

«A Produção Integrada dá ao agricultor uma boa arma, mas com poucas munições»

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José Andrés Aparicio, consultor especializado em olival, dá alguns conselhos para a boa gestão desta cultura permanente.

José Andrés Aparicio na Jornada Formativa Syngenta sobre olival e ação de lançamento do novo herbicida Minsk, em Beja, em Março 2018

O fenómeno de safra e contra-safra persiste, apesar da modernização dos olivais e dos métodos produtivos. Porquê?

Nunca encarei o fenómeno da safra e contra-safra como algo aceitável. Num olival regado, onde se ponham em prática boas técnicas de fertilização, de gestão do solo, de rega e um adequado controlo de pragas e doenças, não há justificação para ocorrer a safra e contra-safra, exceto em caso de acidente climatológico.

Quais são os problemas fitossanitários que mais prejuízos causam nos olivais de Portugal e Espanha?

Em Portugal, o principal problema fitossanitário e que mais prejuízos causa é, sem dúvida, a  gafa (C.Gleosporoides). Em Espanha, os problemas fitossanitários variam consoante as regiões de produção. Em Jaen, a variedade Picual tem problemas com Verticillium D, e nas zonas onde se produz a variedade Hojiblanca, a gafa é o principal problema.

As estratégias de proteção do olival contra pragas e doenças adotadas pelos agricultores são as corretas? O que há a melhorar?

A maioria dos agricultores  aplicam as regras de Produção Integrada. É um passo em frente, mas não é o suficiente.  Pessoalmente, considero que a Produção Integrada dá ao agricultor uma boa arma, mas com poucas munições, em muitos casos limita a produção, especialmente no que respeita à fertilização do olival. Limita-se demasiado o uso de produtos fitofarmacêuticos.

Usar um pesticida genérico ou de marca é igual do ponto de vista da eficácia da proteção do olival?

Um genérico é um genérico. É mais barato, mas não é melhor. A qualidade da formulação,  fundamental para a melhor eficácia dos produtos,  não se consegue com um genérico. Há muitos exemplos em diversos produtos: glifosatos, cobres, piretróides, aminoácidos, etc. Sem qualquer dúvida, posso afirmar, baseado em 47 anos de experiencia pessoal, que os produtos genéricos não são iguais aos originais. E eu usei genéricos.

No olival super-intensivo, quais as estratégias que recomenda para maior sanidade do olival e equilíbrio do ecossistema natural?

O aumento de área de olivar não obriga a mudanças de estratégias, não obstante o agricultor deve:

  • Controlar adequadamente pragas e doenças, realizando os tratamentos a tempo e de forma correta, utilizando produtos adequados e devidamente homologados e de qualidade.
  • Fertilizar corretamente, dando os nutrientes necessários face às necesidades do olival, e realizar análises foliares no momento correto e saber interpretá-las. Fertilizar muito não significa fertilizar bem.
  • Podar de forma equilibrada. Os desequilibrios entre a parte aérea e a parte radicular desequilibram a produção e, obviamente, não se poda de igual forma um olival cuja azeitona se destina a conserva e um olival que produz para azeite.
  • Gerir o solo. Não lavrar, manter o coberto vegetal e saber geri-lo. Não esquecer que se trata de uma técnica.
  • Regar bem. Não se rega melhor, debitando muita agua.

Trata-se de praticar uma agricultura sustentável. Pode ser em Produção Integrada ou não…mas deve ser sustentável.

Syngenta compromete-se a erradicar malária até 2040

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A Syngenta anunciou, na reunião dos chefes de Governo da Commonwealth, realizada em Londres a 18 de Abril, o seu compromisso em apoiar a investigação, desenvolvimento e fornecimento de produtos inovadores para erradicar a malária até 2040. O Dia Mundial de Luta contra a Malária é assinalado a 25 de Abril de 2018 pela ONU.

Este compromisso foi assumido pela Syngenta e por outras empresas líderes mundiais na área da Proteção das Plantas (BASF, Bayer, Mitsui Chemicals e Sumitomo Chemical Company), que têm estado na origem do desenvolvimento de soluções inovadoras para controlo do mosquito vetor da malária, como redes de proteção impregnadas com inseticida e inseticidas para aplicação no interior das paredes das casas. Desde o ano 2000, 4 em cada 5 casos de malária foram evitados através destas tecnologias, salvando milhões de vidas.

A Syngenta revelou que está a desenvolver um inseticida com um novo modo de ação para resolver a questão da resistência dos mosquitos transmissores da malária aos inseticidas atuais, problema que tem dificultado o controlo da doença. A investigação está a ser levada a cabo em estreita colaboração com a Fundação Bill & Melinda Gates e o IVCC (Innovative Vector Control Consortium), um consórcio internacional que reúne investigadores públicos e privados cujo objetivo é encontrar soluções para erradicar a malária.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2016 se tenham registado 216 milhões de casos de malária, em cerca de 90 países. A malária mata por ano 445.000 pessoas, muitas das quais são pequenos agricultores. Os estudos indicam que quando um pequeno agricultor é infetado por esta doença o seu rendimento baixa até 50%.

Para resolver a questão da resistência dos mosquitos aos inseticidas, a Syngenta e o IVCC lançaram no mercado o inseticida ACTELLIC® 300CS, que foi formalmente recomendado pela OMS em 2013. Desde então este produto ajudou a proteger 34 milhões de pessoas em 14 países no continente africano.

«Com o ACTELLIC® 300CS estamos a conseguir resultados significativos, mas temos noção de que são precisas novas soluções para um controlo sustentável do vetor da malária. O nosso esforço conjunto com o IVCC visa descobrir e desenvolver essas soluções, que podem ajudar a melhorar a saúde pública em regiões onde a população vive a ameaça diária da malária, e erradicar a malária até 2040», afirmou Erik Fyrwald, CEO da Syngenta.

Syngenta e Agroútil reuniram 400 agricultores nas Jornadas Técnicas de Milho em Ponta Delgada

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A Syngenta e a Agroútil apresentaram aos agricultores de São Miguel tecnologias inovadoras que garantem uma produção de milho de qualidade e mais rentável, fazendo face ao desafio de reduzir os custos das explorações leiteiras açorianas. As Jornadas Técnicas do Milho Syngenta decorreram a 4 de Abril, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.

A produção de milho na ilha de São Miguel em 2017 totalizou cerca de 7.000 hectares e o ânimo dos agricultores para a campanha agrícola deste ano é positivo, devendo manter-se a área semeada. «Cada vez mais agricultores reconhecem que a silagem de milho é a componente fundamental para uma dieta alimentar equilibrada das vacas leiteiras e é a opção mais rentável», afirma João Oliveira, gerente da Agroútil, empresa distribuidora da tecnologia Syngenta nos Açores.

Uma das inovações que a Syngenta introduziu na lavoura açoriana nos últimos anos são as sementes de milho com tecnologia ARTESIAN, capazes de resistir em situações pontuais de falta de chuva, mantendo uma excelente performance. «Os milhos ARTESIAN, como o Hydro e o Helium, têm tido ótima aceitação aqui em São Miguel, devido aos bons resultados que os agricultores conseguem. Algumas pessoas ficam admiradas quando colhem o milho, alto, imponente, com ótima matéria verde e boa maçaroca, depois as análises comprovam que é um excelente alimento para as vacas», acrescenta o gerente da Agroútil, empresa que vende em exclusivo sementes de milho Syngenta.

O Zephir, de ciclo FAO 300, é outras das variedades de milho com tecnologia ARTESIAN, indicado para sementeirasmais tardias, que a Syngenta e Agroútil estão a testar com os agricultores açorianos. Outra novidade ainda para esta campanha é o Gladius, um milho de ciclo FAO 600, de folhagem exuberante e ligeiramente mais alto do que o Hydro, com excelente qualidade nutricional. «Em 2017 fizemos três campos experimentais em São Miguel com o Gladius, que teve muito bom comportamento, é mais uma excelente opção para a lavoura açoriana», afirma Eduardo Lopes, responsável técnico comercial da Syngenta para as sementes na região Norte de Portugal e Açores.

No controlo das infestantes (ervas daninhas) da cultura do milho, o LUMAX da Syngenta é uma tecnologia já reconhecida pelos agricultores açorianos, detendo uma quota de mercado próxima dos 90% no submercado da pré-emergência neste arquipelago. Ao ser aplicado em pré-emergência, este herbicida possibilita o controlo das infestantes numa fase precoce, diminuindo a competição entre estas e as plantas de milho. «Devemos andar um pouco à frente dos problemas, fazer prevenção, para evitar custos acrescidos, aplicando o LUMAX antes da sementeira ou antes da

emergência das plantas de milho», explica João Oliveira. Em anos com maior taxa de humidade, os herbicidas CALISTO e ELUMIS, ajudam o agricultor a fazer correções, controlando as infestantes numa fase de pós-emergência.
«Há uma adesão muito forte dos agricultores à estratégia de controlo das infestantes em pré-emergência, preconizada pela Syngenta. A quota de mercado que atingimos nos Açores comprovam-o e é graças ao trabalho de parceria com a Agroútil que tem sido possível alcançar tão bons resultados para a lavoura açoriana», remata César Trigo, Técnico Gestor Conta Distribuidor da Syngenta para o Minho e Ilhas.

 

11º Fórum para o Futuro da Agricultura apela à ação: agricultura saudável, comida saudável, futuro saudável

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O 11º Fórum para o Futuro da Agricultura (FFA), juntou em Bruxelas, a 27 de Março, 1.200 participantes que apelaram à ação conjunta da Sociedade para encontrar soluções concretas a nível mundial para um futuro saudável, através de práticas agrícolas sustentáveis e de produção alimentar saudável. O FFA é a maior conferência europeia sobre agricultura e é uma iniciativa conjunta da Syngenta, da European Landowners’ Organization (ELO) e da Fundação RISE.
O FFA 2018 reuniu líderes políticos, empresas e representantes da sociedade civil para um debate alargado sobre os grandes desafios atuais da agricultura e da alimentação, num momento em que é necessário agir para pôr em prática os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e em que se inicia um novo ciclo de reforma da Política Agrícola Comum (PAC).

Rainha da Jordânia, Nor Al Hussein

A Rainha da Jordânia, Nor Al Hussein, conhecida pelo seu trabalho internacional de ativista dos Direitos Humanos, proferiu a conferência de abertura do FFA 2018, sublinhando que o mundo não deve esquecer que a equidade no acesso à tecnologia para produção de alimentos é fundamental para evitar conflitos sociais e combater o fenómeno da subnutrição, que afeta 1 em cada 9 pessoas a nível mundial. «Devemos transitar para um sistema de produção de alimentos mais eficaz, mais equitativo e mais sustentável, dando mais oportunidades às mulheres e aos jovens», apelou a monarca.
A este propósito Hilal Elver, representante da ONU para o Direito à Alimentação, afirmou que a insegurança alimentar aumentou 11% a nível mundial, afetando 815 milhões de pessoas, de acordo com o último relatório da ONU, relativo a 2017. «Os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU- Agenda 2030- não estão a ser atingidos, porque são demasiado ambiciosos», afirmou Hilal Elver, defendendo que «precisamos de transitar para sistemas de produção alimentar alternativos, baseados na agroecologia e em soluções “climate smart”».
As consequências das alterações climáticas na economia global e na produção de alimentos foram abordadas por vários dos conferencistas. Prevê-se que em 2050 existam 1,4 biliões de refugiados do clima, uma situação que pode e deve ser revertida através de compromissos internacionais envolvendo governos, ONG, investigadores e empresas.

Louise Fresco, presidente da Universidade de Wageningen

A presidente da Universidade de Wageningen, Louise Fresco, sugeriu a criação de um Painel Intergovernamental para a Agricultura e Alimentação, com a bênção da ONU e validado pela comunidade científica, que crie consenso político, à semelhança do que já acontece com o IPCC-Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas. «Temos que avançar neste sentido para que no final do século a cadeia de valor alimentar na Europa seja um exemplo para o mundo», apelou esta responsável.

Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta, lembrou que o FFA é um palco de troca de ideias sobre estes temas e demonstra como o setor privado está a avançar para a resolução dos problemas, dando o exemplo do The Good Growth Plan da Syngenta. «O acesso a informação científica aberta e transparente sobre agricultura e alimentação é vital para que todos os cidadãos tenham acesso a alimentos seguros e a preços acessíveis», disse Alexandra Brand.

Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta

A agricultura europeia pode sobreviver sem a PAC?
Na última sessão do dia, os palestrantes foram convidados a responder à questão: “A agricultura europeia pode sobreviver sem a Política Agrícola Comum?”. Phil Hogan, comissário europeu para a agricultura e desenvolvimento rural, respondeu que a PAC é necessária para que os cidadãos europeus continuem a ter alimentos de elevada qualidade e acessíveis, mas requer uma abordagem mais ambiciosa nos benefícios ambientais que proporciona, tal como maior simplificação e integração das medidas.

«Reduzir o nível de produção agrícola não é o caminho certo para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a solução passa por um novo modelo de Greening, mais adaptado às condições locais de cada Estado-membro, que fixe objetivos e meça os benefícios ambientais alcançados», afirmou Phil Hogan.

Phil Hogan, comissário europeu da Agricultura

Janez Potočnik, presidente do FFA2018, resume o propósito desta conferência: «Temos o dever de inspirar os líderes mundiais a alcançar um futuro saudável, transformando os nossos modelos agrícolas e económicos e criando uma verdadeira mudança para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Todos nós, dos agricultores aos consumidores, dos políticos aos empresários, devemos contribuir para uma mudança de paradigma na forma como pensamos e agimos, que nos conduza à segurança alimentar e ambiental».
Thierry de l’Escaille, secetário-geral da European Landowners’ Organization (ELO), disse que «os agricultores europeus estão na linha da frente do que respeita a produzir comida saudável em explorações agrícolas amigas do ambiente. Os nossos associados estão mais do que disponíveis para fazer parte da solução, mas devem ser devidamente recompensados pelo seu esforço. Se a Europa pretende ser mais amiga do Ambiente, deve garantir uma atividade económica próspera no mundo rural».
Para mais informação sobre o FFA 2018, consulte: http://www.forumforagriculture.com