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Syngenta compromete-se a erradicar malária até 2040

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A Syngenta anunciou, na reunião dos chefes de Governo da Commonwealth, realizada em Londres a 18 de Abril, o seu compromisso em apoiar a investigação, desenvolvimento e fornecimento de produtos inovadores para erradicar a malária até 2040. O Dia Mundial de Luta contra a Malária é assinalado a 25 de Abril de 2018 pela ONU.

Este compromisso foi assumido pela Syngenta e por outras empresas líderes mundiais na área da Proteção das Plantas (BASF, Bayer, Mitsui Chemicals e Sumitomo Chemical Company), que têm estado na origem do desenvolvimento de soluções inovadoras para controlo do mosquito vetor da malária, como redes de proteção impregnadas com inseticida e inseticidas para aplicação no interior das paredes das casas. Desde o ano 2000, 4 em cada 5 casos de malária foram evitados através destas tecnologias, salvando milhões de vidas.

A Syngenta revelou que está a desenvolver um inseticida com um novo modo de ação para resolver a questão da resistência dos mosquitos transmissores da malária aos inseticidas atuais, problema que tem dificultado o controlo da doença. A investigação está a ser levada a cabo em estreita colaboração com a Fundação Bill & Melinda Gates e o IVCC (Innovative Vector Control Consortium), um consórcio internacional que reúne investigadores públicos e privados cujo objetivo é encontrar soluções para erradicar a malária.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2016 se tenham registado 216 milhões de casos de malária, em cerca de 90 países. A malária mata por ano 445.000 pessoas, muitas das quais são pequenos agricultores. Os estudos indicam que quando um pequeno agricultor é infetado por esta doença o seu rendimento baixa até 50%.

Para resolver a questão da resistência dos mosquitos aos inseticidas, a Syngenta e o IVCC lançaram no mercado o inseticida ACTELLIC® 300CS, que foi formalmente recomendado pela OMS em 2013. Desde então este produto ajudou a proteger 34 milhões de pessoas em 14 países no continente africano.

«Com o ACTELLIC® 300CS estamos a conseguir resultados significativos, mas temos noção de que são precisas novas soluções para um controlo sustentável do vetor da malária. O nosso esforço conjunto com o IVCC visa descobrir e desenvolver essas soluções, que podem ajudar a melhorar a saúde pública em regiões onde a população vive a ameaça diária da malária, e erradicar a malária até 2040», afirmou Erik Fyrwald, CEO da Syngenta.

Syngenta e Agroútil reuniram 400 agricultores nas Jornadas Técnicas de Milho em Ponta Delgada

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A Syngenta e a Agroútil apresentaram aos agricultores de São Miguel tecnologias inovadoras que garantem uma produção de milho de qualidade e mais rentável, fazendo face ao desafio de reduzir os custos das explorações leiteiras açorianas. As Jornadas Técnicas do Milho Syngenta decorreram a 4 de Abril, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.

A produção de milho na ilha de São Miguel em 2017 totalizou cerca de 7.000 hectares e o ânimo dos agricultores para a campanha agrícola deste ano é positivo, devendo manter-se a área semeada. «Cada vez mais agricultores reconhecem que a silagem de milho é a componente fundamental para uma dieta alimentar equilibrada das vacas leiteiras e é a opção mais rentável», afirma João Oliveira, gerente da Agroútil, empresa distribuidora da tecnologia Syngenta nos Açores.

Uma das inovações que a Syngenta introduziu na lavoura açoriana nos últimos anos são as sementes de milho com tecnologia ARTESIAN, capazes de resistir em situações pontuais de falta de chuva, mantendo uma excelente performance. «Os milhos ARTESIAN, como o Hydro e o Helium, têm tido ótima aceitação aqui em São Miguel, devido aos bons resultados que os agricultores conseguem. Algumas pessoas ficam admiradas quando colhem o milho, alto, imponente, com ótima matéria verde e boa maçaroca, depois as análises comprovam que é um excelente alimento para as vacas», acrescenta o gerente da Agroútil, empresa que vende em exclusivo sementes de milho Syngenta.

O Zephir, de ciclo FAO 300, é outras das variedades de milho com tecnologia ARTESIAN, indicado para sementeirasmais tardias, que a Syngenta e Agroútil estão a testar com os agricultores açorianos. Outra novidade ainda para esta campanha é o Gladius, um milho de ciclo FAO 600, de folhagem exuberante e ligeiramente mais alto do que o Hydro, com excelente qualidade nutricional. «Em 2017 fizemos três campos experimentais em São Miguel com o Gladius, que teve muito bom comportamento, é mais uma excelente opção para a lavoura açoriana», afirma Eduardo Lopes, responsável técnico comercial da Syngenta para as sementes na região Norte de Portugal e Açores.

No controlo das infestantes (ervas daninhas) da cultura do milho, o LUMAX da Syngenta é uma tecnologia já reconhecida pelos agricultores açorianos, detendo uma quota de mercado próxima dos 90% no submercado da pré-emergência neste arquipelago. Ao ser aplicado em pré-emergência, este herbicida possibilita o controlo das infestantes numa fase precoce, diminuindo a competição entre estas e as plantas de milho. «Devemos andar um pouco à frente dos problemas, fazer prevenção, para evitar custos acrescidos, aplicando o LUMAX antes da sementeira ou antes da

emergência das plantas de milho», explica João Oliveira. Em anos com maior taxa de humidade, os herbicidas CALISTO e ELUMIS, ajudam o agricultor a fazer correções, controlando as infestantes numa fase de pós-emergência.
«Há uma adesão muito forte dos agricultores à estratégia de controlo das infestantes em pré-emergência, preconizada pela Syngenta. A quota de mercado que atingimos nos Açores comprovam-o e é graças ao trabalho de parceria com a Agroútil que tem sido possível alcançar tão bons resultados para a lavoura açoriana», remata César Trigo, Técnico Gestor Conta Distribuidor da Syngenta para o Minho e Ilhas.

 

11º Fórum para o Futuro da Agricultura apela à ação: agricultura saudável, comida saudável, futuro saudável

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O 11º Fórum para o Futuro da Agricultura (FFA), juntou em Bruxelas, a 27 de Março, 1.200 participantes que apelaram à ação conjunta da Sociedade para encontrar soluções concretas a nível mundial para um futuro saudável, através de práticas agrícolas sustentáveis e de produção alimentar saudável. O FFA é a maior conferência europeia sobre agricultura e é uma iniciativa conjunta da Syngenta, da European Landowners’ Organization (ELO) e da Fundação RISE.
O FFA 2018 reuniu líderes políticos, empresas e representantes da sociedade civil para um debate alargado sobre os grandes desafios atuais da agricultura e da alimentação, num momento em que é necessário agir para pôr em prática os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e em que se inicia um novo ciclo de reforma da Política Agrícola Comum (PAC).

Rainha da Jordânia, Nor Al Hussein

A Rainha da Jordânia, Nor Al Hussein, conhecida pelo seu trabalho internacional de ativista dos Direitos Humanos, proferiu a conferência de abertura do FFA 2018, sublinhando que o mundo não deve esquecer que a equidade no acesso à tecnologia para produção de alimentos é fundamental para evitar conflitos sociais e combater o fenómeno da subnutrição, que afeta 1 em cada 9 pessoas a nível mundial. «Devemos transitar para um sistema de produção de alimentos mais eficaz, mais equitativo e mais sustentável, dando mais oportunidades às mulheres e aos jovens», apelou a monarca.
A este propósito Hilal Elver, representante da ONU para o Direito à Alimentação, afirmou que a insegurança alimentar aumentou 11% a nível mundial, afetando 815 milhões de pessoas, de acordo com o último relatório da ONU, relativo a 2017. «Os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU- Agenda 2030- não estão a ser atingidos, porque são demasiado ambiciosos», afirmou Hilal Elver, defendendo que «precisamos de transitar para sistemas de produção alimentar alternativos, baseados na agroecologia e em soluções “climate smart”».
As consequências das alterações climáticas na economia global e na produção de alimentos foram abordadas por vários dos conferencistas. Prevê-se que em 2050 existam 1,4 biliões de refugiados do clima, uma situação que pode e deve ser revertida através de compromissos internacionais envolvendo governos, ONG, investigadores e empresas.

Louise Fresco, presidente da Universidade de Wageningen

A presidente da Universidade de Wageningen, Louise Fresco, sugeriu a criação de um Painel Intergovernamental para a Agricultura e Alimentação, com a bênção da ONU e validado pela comunidade científica, que crie consenso político, à semelhança do que já acontece com o IPCC-Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas. «Temos que avançar neste sentido para que no final do século a cadeia de valor alimentar na Europa seja um exemplo para o mundo», apelou esta responsável.

Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta, lembrou que o FFA é um palco de troca de ideias sobre estes temas e demonstra como o setor privado está a avançar para a resolução dos problemas, dando o exemplo do The Good Growth Plan da Syngenta. «O acesso a informação científica aberta e transparente sobre agricultura e alimentação é vital para que todos os cidadãos tenham acesso a alimentos seguros e a preços acessíveis», disse Alexandra Brand.

Alexandra Brand, responsável global de sustentabilidade da Syngenta

A agricultura europeia pode sobreviver sem a PAC?
Na última sessão do dia, os palestrantes foram convidados a responder à questão: “A agricultura europeia pode sobreviver sem a Política Agrícola Comum?”. Phil Hogan, comissário europeu para a agricultura e desenvolvimento rural, respondeu que a PAC é necessária para que os cidadãos europeus continuem a ter alimentos de elevada qualidade e acessíveis, mas requer uma abordagem mais ambiciosa nos benefícios ambientais que proporciona, tal como maior simplificação e integração das medidas.

«Reduzir o nível de produção agrícola não é o caminho certo para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a solução passa por um novo modelo de Greening, mais adaptado às condições locais de cada Estado-membro, que fixe objetivos e meça os benefícios ambientais alcançados», afirmou Phil Hogan.

Phil Hogan, comissário europeu da Agricultura

Janez Potočnik, presidente do FFA2018, resume o propósito desta conferência: «Temos o dever de inspirar os líderes mundiais a alcançar um futuro saudável, transformando os nossos modelos agrícolas e económicos e criando uma verdadeira mudança para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Todos nós, dos agricultores aos consumidores, dos políticos aos empresários, devemos contribuir para uma mudança de paradigma na forma como pensamos e agimos, que nos conduza à segurança alimentar e ambiental».
Thierry de l’Escaille, secetário-geral da European Landowners’ Organization (ELO), disse que «os agricultores europeus estão na linha da frente do que respeita a produzir comida saudável em explorações agrícolas amigas do ambiente. Os nossos associados estão mais do que disponíveis para fazer parte da solução, mas devem ser devidamente recompensados pelo seu esforço. Se a Europa pretende ser mais amiga do Ambiente, deve garantir uma atividade económica próspera no mundo rural».
Para mais informação sobre o FFA 2018, consulte: http://www.forumforagriculture.com

 

Syngenta Good Growth Plan: forte crescimento na produtividade das culturas e redução das emissões de gases com efeito estufa

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A Syngenta está a conseguir resultados muito promissores com o The Good Growth Plan (GGP) no aumento da produtividade das principais culturas agrícolas, com um uso mais eficiente, seguro e sustentável dos recursos, conforme comprova o relatório de progresso dos primeiros quatro anos deste programa. Tratam-se de 6 compromissos à escala global, para tornar as culturas agrícolas mais eficientes, respeitando o ambiente e as pessoas. Para atingir estes resultados os especialistas de campo da Syngenta trabalham com agricultores, partilhando conhecimento e testando novas soluções em cerca de 1.400 quintas modelo, em 22 culturas agrícolas e 41 paises.


• Produtividade subiu 10,9% nas quintas modelo e 21,6% nas quintas de pequenos agricultores
• As emissões de gases com efeito de estufa diminuíram 14% por unidade produzida
• 25 milhões de agricultores receberam formação sobre uso seguro, dos quais 17,5 milhões são pequenos agricultores

O relatório de 2017 do GGP foi apresentado em Bruxelas, a 26 de Março, perante colaboradores da empresa e parceiros deste programa que se deslocaram da Europa, Ásia, África e América para dar testemunho sobre o progresso alcançado nos seus países de origem. De Portugal viajaram 11 convidados da Syngenta: associações (ANSEME, FNOP, APOSOLO, ANPROMIS, ANPOC) e confederações de agricultores (CAP, CONFAGRI), uma cadeia de distribuição alimentar (Sonae) e jornalistas.

Em 2017, a produtividade por hectare nas quintas modelo do GGP aumentou em média 10,9%, em relação ao ponto de partida do programa, em 2014. Um aumento que foi 50% superior ao alcançado noutras explorações agrícolas usadas para comparação. É nas explorações agrícolas modelo de pequenos agricultores que os resultados são mais promissores, atingindo uma melhoria da produtividade estimada em 21,6%. Isto foi possível usando produtos fitofarmacêuticos, adubos e outros fatores de produção de forma mais eficiente. No caso dos produtos fitofarmacêuticos registou-se uma melhoria de 14,2% na eficácia (medida em dose de produto aplicado por kg de cultura agrícola).
As emissões de gases com efeito de estufa, sistematicamente monitorizadas nas quintas modelo do GGP, reduziram-se em média 14% por unidade produzida, desde 2014.


Como fazemos a diferença- alguns exemplos
No pilar social do GGP, a Syngenta, em parceria com a consultora TechnoServe, ajudou 8.800 agricultores do Quénia a aumentar os seus rendimentos em mais de 5 milhões de dólares, desde 2016. Estes produtores de batata e tomate aumentaram os seus rendimentos através de formação, de acesso a melhores fatores de produção e do acesso ao crédito e com a melhoria das redes de venda locais. No Bangladesh, 22.250 famílias beneficiaram dos chamados “ninhos de apoio ao agronegócio”, onde têm acesso a melhores sementes, apoio à gestão de risco e ajuda no “último quilómetro” de acesso ao mercado. Este projeto é liderado pela Fundação Syngenta para Sustentabilidade da Agricultura.

Ainda no pilar social, em Portugal, a Syngenta deu formação a perto de 4500 agricultores sobre uso seguro e eficaz de produtos fitofarmacêuticos e a cerca de 300 estudantes do ensino superior e técnico agrário, neste último caso através da competição formativa 24H Agricultura Syngenta. Projetos idênticos decorrem em países como a Argentina, para estudantes do ensino técnico agrário. Todos eles em colaboração com institutos públicos de investigação agrária, universidades e associações técnico-científicas.
No pilar ambiental, em Portugal, a Syngenta contribuiu para melhorar 21.771 hectares de solos agrícolas e ajudou a fomentar a biodiversidade, instalando margens funcionais que servem de alimento e refúgio para abelhas e outros insetos polinizadores, em mais de 146 hectares de terrenos agrícolas. Estes resultados foram obtidos graças à colaboração com parceiros chave, entre os quais, a APOSOLO- Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo, a Quinta da Cholda, a Herdade do Pinheiro, entre outros.


«Mais do que nunca dependemos dos agricultores para aumentar a produção de forma sustentável, com alimentos seguros e acessíveis, mas também com menor impacto no Ambiente. O Good Growth Plan é central neste compromisso e demonstra a forma como a Syngenta coloca a sustentabilidade no centro do seu negócio, alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU», afirmou Erik Fyrwald, CEO da Syngenta.
«Alcançamos grandes resultados nestes quatro anos, mas devemos fazer mais. Continuaremos a melhorar o GGP para ir além do atual modelo agrícola e integrar o muito conhecimento gerado pelo GGP na nossa oferta comercial. Muita desta informação é produzida em parceria com governos, investigadores, ONG e empresários, que acrescentam valor ao nosso esforço e contribuem para a evolução e desenvolvimento do GGP», acrescentou.

Para mais informação: www.goodgrowthplan.com ou www.data.syngenta.com

Syngenta renova protocolo de parceria com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

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Dar formação aos viticultores com vista ao aumento da produtividade das vinhas e melhoria da qualidade das uvas e do vinho é o objetivo do protocolo celebrado entre a Syngenta e Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.
A Syngenta e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) renovaram na passada semana o protocolo de formação existente entre ambas as entidades, que permite aos viticultores da região aprofundar o conhecimento sobre proteção da cultura da vinha e boas práticas de pulverização.


Um dos projetos formativos mais emblemáticos da CVRVV é a “Academia dos Vinhos Verdes”, que em 2017 movimentou mais de 1.500 produtores nos cursos abertos sobre viticultura, enologia e marketing. Para 2018 estão programados 15 cursos. Os técnicos da Syngenta integram a equipa de formadores da “Academia dos Vinhos Verdes”.
«O protocolo que temos com a Syngenta não se limita a uma vertente comercial, pois há o empenho de ambas as equipas no sentido de transmitirem conhecimento aos produtores. Isto faz-se ao longo do ano por vários meios, dos quais destaco: os cursos da “Academia dos Vinhos Verdes” e o jornal “Boas Vinhas”, distribuído gratuitamente aos mais de 18.000 produtores da região», explica Manuel Pinheiro, presidente da Comissão Executiva da CVRVV.
Para a Syngenta este protocolo representa «uma oportunidade de partilhar informação com os viticultores da região dos Vinhos Verdes para que os tratamentos das vinhas sejam realizados no momento ideal, de forma eficaz e totalmente segura para os aplicadores e meio ambiente», afirma António Howorth, gestor de campanhas da Syngenta, destacando «o trabalho meritório que a CVRVV tem realizado na promoção da qualidade e na valorização dos Vinhos Verdes».
Este ano, com o lançamento do AMPEXIO, nova linha de fungicidas anti-mildio sem mancozebe nem folpete, a Syngenta disponibiliza aos viticultores nacionais uma nova “ferramenta”, que para além de ser extremamente eficaz em campo, é segura para os mercados de exportação.
Em 2017 a produção de Vinho Verde atingiu os 93 milhões de litros, um aumento de 30% face ao ano anterior, repondo os stocks da região que estavam a zero. «Entramos em 2018 com uma excelente oferta de quantidade e qualidade, o que nos permite ambicionar uma posição reforçada no mercado», afirma Manuel Pinheiro.
No ano passado as vendas de Vinho Verde aumentaram 4% em Portugal (é a segunda região com maior volume de vendas, depois do Alentejo), mas aumentaram a dois dígitos nos segmentos de maior valor, como são o Alvarinho e oLoureiro. No mercado externo, 2017 foi o 13º ano consecutivo de aumento de exportações, que já representammais de 50% das vendas globais de Vinho Verde. Alemanha e EUA são os mercados principais.

Jornadas Tomate Indústria- Syngenta apresenta soluções para proteção da cultura

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A Syngenta organizou, a 9 de Março, na Casa Cadaval, em Muge, as Jornadas Tomate Indústria, onde se debateram os problemas fitossanitários que afetam esta cultura, em particular a mosca branca, uma praga que gerou elevados prejuízos na última campanha, depreciando o rendimento e a qualidade dos frutos.

Entre as soluções apresentadas pela Syngenta para garantir a sanidade das plantas e dos frutos, destacaram-se os inseticidas ACTARA®, AMPLIGO® e EFORIA® e o fungicida RIDOMIL GOLD R WG®.

Os balanços das últimas campanhas têm demonstrado um crescente aumento da produção de tomate indústria em Portugal. Em 2017 foram plantados 17.863 hectares e entregues para transformação na indústria 1,5 milhões de toneladas de tomate. Todavia, a qualidade do produto final, sobretudo o processado proveniente das colheitas de final de época, revelaram perda de qualidade por alteração de cor do fruto.

A qualidade do processado de matéria-prima no final da campanha é afetado pela destruição de área foliar, que se deve à natural senescência das plantas, mas também a incidência de pragas, como mosca branca, ácaros e traça do tomateiro. Estas contribuem para a desfoliação, cuja incidência aumentou nos últimos anos, momento em que se começou a registar a designada “falta de cor”, um fator que penaliza a qualidade do tomate, levando a reduções no preço pago pelas indústrias aos agricultores.

A mosca branca é responsável pela transmissão de diversos vírus à cultura e causa o amadurecimento irregular do tomate. A Syngenta preconiza uma «estratégia concertada de luta contra este inseto (Bemisia tabaci), com base no inseticida ACTARA®, combinado com produtos de outros grupos químicos, posicionados no momento certo, ao longo da campanha, como forma de evitar resistências e garantir o controlo eficaz da praga», afirmou Gilberto Lopes, field expert da Syngenta.

O ACTARA®, inseticida sistémico de rápida ação contra mosca branca e afídeos, é um produto muito versátil, pois pode ser aplicado por três vias: ao solo; nos viveiros de jovens plantas (por imersão dos tabuleiros ou por injeção na turfa, 2 a 3 dias antes do transplante) e via rega (5 a 7 dias após o transplante ou ao aparecimento da praga).

A traça do tomateiro (Tuta absoluta) é praga chave da cultura de tomate e pode provocar prejuízos na ordem dos 100 %. A Syngenta lançou em 2017 o AMPLIGO®, um inseticida multipraga, eficaz no controlo das duas espécies de lepidópteros mais prejudiciais para a cultura do tomate indústria – a lagarta e a traça do tomateiro. Ao conter duas substâncias ativas com dois modos de ação diferentes, o AMPLIGO® proporciona um controlo de todos os estádios de desenvolvimento dos lepidópteros e apresenta um bom perfil anti-resistências. O produto demonstra boa eficácia, mesmo quando aplicado com temperaturas elevadas, graças à sua formulação com a tecnologia ZEON® que inclui uma proteção UV das micro-capsulas do produto, prolongando por mais tempo o seu efeito de controlo das pragas.

No que respeita aos fungicidas, o RIDOMIL GOLD R WG®, à base de metalaxil M e cobre, é um anti-míldio homologado para várias culturas de ar livre, incluindo tomate indústria. É indicado para controlo da Phytophthora spp. na fase inicial do ciclo da cultura. Este produto contém na sua formulação apenas a parte ativa do metalaxil M, o que torna menos prejudicial para o meio ambiente.

João Santos Silva, diretor do Centro de Competências para o Tomate Indústria (CCTI), deu conta do trabalho em curso no âmbito do projeto Qualitomate, que visa o estudo de estratégias de proteção desta cultura contra os prejuízos causados pela mosca branca, ácaros e traça. Além de identificar as espécies de insetos e a sua dinâmica ao longo do ciclo da cultura, com especial destaque na fase final da campanha, o CCTI e os restantes parceiros do projeto, estão a estudar técnicas de avaliação do risco dos ataques das pragas e a desenvolver ferramentas expeditas de apoio à decisão do agricultor.

Ana Barroso, técnica da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), apresentou algumas novidades relativas às regras dos apoios do Regime de Pagamento Base (RPB), cujas candidaturas decorrem até 30 de Abril. Uma delas é a redução de 5% nos apoios para os agricultores que recebam acima de 150 mil euros/ano, em virtude da aplicação do chamado “capping”, bem como a obrigatoriedade de apresentação de todos os documentos necessários à candidatura via portal do IFAP. A propósito das regras do Greening, Ana Barroso, recordou que, a partir deste ano, se encontra interdita a aplicação de produtos fitofarmacêuticos nas terras de pousio e nas terras ocupadas por culturas fixadoras de azoto, declaradas para efeitos de apoios na medida Superfície de Interesse Ecológico.

Participaram nas Jornadas Tomate Indústria da Syngenta cerca de 115 agricultores e técnicos de organizações de produtores, da distribuição e das indústrias de transformação de tomate.

 

Inscrições esgotadas nas 24H AGRICULTURA SYNGENTA

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Esgotaram as inscrições para as 24H AGRICULTURA SYNGENTA! 30 equipas, num total de 150 alunos, vão disputar a competição formativa mais aguardada do ano, nos dias 7 e 8 de Abril de 2018, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, em Ponte de Lima.

Organizada sob orientação científica e pedagógica da Associação Portuguesa de Horticultura (APH), juntam-se a esta competição as empresas Syngenta, John Deere, Herculano Alfaias Agrícolas, Rocha Pulverizadores, Magos Irrigation Systems e Lipor.

Este ano a representatividade dos alunos inscritos é ainda maior do que nas duas primeiras edições. De Norte para Sul estão inscritos estudantes das áreas das ciências agrárias da Universidade de Trás-os-Montes e Ato Douro, Instituto Politécnico de Bragança, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Instituto Politécnico de Viseu, Instituto Politécnico de Coimbra, Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte, Instituto Politécnico de Santarém, Instituto Politécnico de Portalegre, Universidade de Lisboa, Universidade de Évora e Universidade do Algarve.De Espanha vêm três equipas da Universidade Politécnica de Valencia, o que consolida a dimensão ibérica do evento, iniciada na 2ª edição com uma equipa convidada desta mesma instituição, que este ano fez questão de trazer mais alunos, reconhecendo o interesse pedagógico das 24H AGRICULTURA SYNGENTA.

Recorde-se que as 24H AGRICULTURA SYNGENTA são uma maratona de 24h ininterruptas de provas teóricas e práticas de campo, que desafiam os participantes a encontrar soluções para problemas técnicos e de gestão da exploração agrícola. Os temas das provas são diversos, desde a qualidade da pulverização, condução e calibração de máquinas e alfaias agrícolas, dimensionamento de sistemas de rega, provas de vinhos e azeites, cálculos diversos para aplicação de fatores de produção, com destaque para os produtos fitofarmacêuticos, planos de gestão empresarial, entre muitas outras.

Com o mote «Pensar Global. Agir Local», esta edição propõe aos futuros agrónomos pensarem globalmente e agirem localmente, tendo em conta os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030) da ONU, que a Syngenta coloca em prática através do The Good Growth Plan, o nosso compromisso para tornar as culturas agrícolas mais eficientes, respeitando o ambiente e as pessoas.

Em Portugal a Syngenta centra o pilar social deste plano na questão da proteção dos aplicadores. O foco é a melhoria da informação e da formação, para que os tratamentos sejam realizados de forma totalmente segura, respeitando as recomendações dos rótulos dos produtos. As 24H AGRICULTURA SYNGENTA integram-se no âmbito da campanha de sensibilização sobre o uso seguro dos produtos fitofarmacêuticos, neste caso dirigida a estudantes do setor agrário, um público crucial para garantir as Boas Práticas Agrícolas e a sustentabilidade futura da agricultura.

São parceiros da APH na organização do evento a IAAS Portugal- Associação Internacional de Estudantes de Agricultura e Ciências Relacionadas e a SFORI, empresa de formação experiencial.

Patrocinadores 24H AGRICULTURA SYNGENTA
Platina: Syngenta
Interativo: John Deere
Ouro: Herculano Alfaias Agricolas
Apoio Institucional: Magos Irrigation Systems; Rocha Pulverizadores; Lipor.

Mais informação: www.24horasdeagricultura.sfori.com

Syngenta lança AMPEXIO® – uma nova geração fungicida para o controlo do míldio da videira

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O lançamento do AMPEXIO® decorreu a 1 de Março, no Aliança Underground Museum, em Sangalhos, na região da Bairrada, e contou com cerca de 115 convidados, entre equipas técnicas/comerciais de Distribuidores Syngenta de todo o país e grandes viticultores da região.

Lançamento AMPEXIO® – Aliança Underground Museum

O AMPEXIO® faz parte de uma nova geração fungicida sinérgica e sustentável para controlo do míldio da videira. Sinérgica, porque integra na sua formulação duas substância ativas – a mandipropamida e a zoxamida – que têm forte interação positiva no controlo dos fungos oomicetas, potenciada pela formulação WG (grânulos dispersíveis em água), que proporciona uma utilização fácil e segura para o aplicador e o ambiente. Sustentável, porque o AMPEXIO® não contém na sua formulação fungicidas com modo de ação multi-sitio, (substâncias ativas a aguardar a finalização do processo de re-registo europeu) e pode ser usado a menor dose do que os anti-míldios convencionais. Sustentável também porque o AMPEXIO® demonstrou ter elevada seletividade para a cultura da vinha e não produzir alterações na maturação das uvas, nem na fermentação ou na qualidade dos vinhos, durante oito anos de ensaios, realizados numa vasta gama de castas de uvas, em diversos países da Europa, incluindo Portugal.

O AMPEXIO® é eficaz no controlo do míldio nas folhas e nos cachos e deve ser posicionado preventivamente, desde a fase de cachos visíveis até ao fecho dos cachos. Estão autorizadas três aplicações do produto por campanha, à dose máxima de 500g/hl, com intervalo de 10 a 12 dias entre aplicações. O AMPEXIO® está já disponível em embalagens de 4kg e deverá em breve ser lançado também em embalagens de 50g, adequadas para a pequena exploração agrícola.

«O facto de a mandipropamida estar homologada em quase todo o mundo é uma vantagem para os vitivinicultores exportadores, uma vez que os principais países importadores de vinho autorizam o uso desta substância ativa, devido ao seu perfil toxicológico favorável e porque não deixa resíduos nos vinhos», explicou Odanil Campos Leite, gestor global da mandipropamida na Syngenta.

Odanil Campos Leite, gestor global da mandipropamida na Syngenta, no lançamento do AMPEXIO®

A mandipropamida controla os fungos oomicetas, responsáveis por algumas das doenças mais destrutivas das culturas agrícolas, nomeadamente o míldio. Esta substância ativa foi desenvolvida pela Syngenta e lançada no mercado mundial pela primeira vez, em 2006, na Áustria, para controlo do míldio da videira. Desde então, os fungicidas à base de mandipropamida estão presentes em mais de 100 países, nomeadamente, na União Europeia, onde esta substância ativa está autorizada para uso até 2026. A mandipropamida faz parte da formulação de vários produtos da gama Syngenta para controlo de fungos em vinha, hortícolas e fruteiras, entre os quais os conhecidos REVUS®, PERGADO®, CARIAL FLEX® e agora oAMPEXIO®.

«Atenta às necessidades da cadeia de valor alimentar, a Syngenta iniciou há vários anos um trabalho de desenvolvimento de produtos de nova geração, como é o caso do AMPEXIO®, eficazes a baixa dose e com garantias de continuidade no mercado», afirma Maria do Carmo Pereira, responsável de fungicidas da Syngenta para a Península Ibérica, explicando que «na atual conjuntura de cancelamento de diversas substâncias ativas na UE, o leque de escolha dos agricultores é mais restrito, e por isso, são necessárias soluções sustentáveis para proteção das culturas».

A ação de lançamento do AMPEXIO® decorreu no Aliança Underground Museum, um espaço expositivo situado nas caves da Aliança Vinhos de Portugal, propriedade da Bacalhoa Vinhos. O grupo convidado pela Syngenta teve oportunidade de visitar as caves, onde se misturam vinhos e arte em perfeita harmonia. Este espaço, concebido pelo comendador José Berardo, contempla oito coleções distintas de arqueologia, etnografia, mineralogia, paleontologia, azulejaria e cerâmica, abrangendo uma impressionante extensão temporal com milhões de anos.

Visita às caves da Aliança Vinhos de Portugal

Mário Neves, diretor de exportação da Aliança Vinhos de Portugal, realizou uma palestra sobre mercados e exportação de vinhos, afirmando que «Portugal tem um potencial enorme para produção de vinhos, mas deve acrescentar cada vez mais valor ao vinho que exporta, de modo a que toda a cadeia de valor, desde o viticultor ao distribuidor do vinho, possa ganhar dinheiro». Na opinião deste especialista, Portugal deve seguir o exemplo de outros países produtores, que apostam num número mais reduzido de castas para elaboração dos seus vinhos, tornando-os mais entendiveis para o consumidor e reconhecidos no mercado.

Syngenta cresce acima do mercado português nos fitofármacos

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O mercado nacional de produtos fitofarmacêuticos cresceu 2,6% em 2017, mas a Syngenta superou este resultado, com um crescimento de 10,2%, sustentado pelo bom desempenho dos inseticidas e dos fungicidas. A ambição da empresa é reforçar a sua quota de mercado em Portugal, contando para isso com um pipeline de produtos “revolucionários”.

«A Syngenta obteve um resultado excecional em Portugal no ano passado, um dos melhores de todas as regiões da Iberia», afirmou Javier Bardón, responsável comercial da Syngenta para a a Península Ibérica, durante a reunião de lançamento da campanha 2018, realizada em Aveiro, a 2 de Março, onde esteve presente com toda a sua rede de distribuidores.

Javier Bardón, responsável comercial da Syngenta para a a Península Ibérica

Reunião distribuidores Syngenta, Aveiro.

Destaca-se o crescimento assinalável das vendas da Syngenta no segmento dos inseticidas e dos fungicidas, que veio reforçar a posição da empresa no mercado nacional, num ano agricola que foi dos mais difícies da última década e meia, devido ao fenómeno da seca. «Ainda assim, graças à diversidade do nosso portfólio e ao trabalho de parceria com a nossa distribuição, fomos capazes de entregar bons resultados em 2017», acrescentou Javier Bardón, considerando que em 2018 «é nas culturas especializadas (olival, vinha, fruticultura), onde os agricultores estão a obter boas rentabilidades, que antevemos maior segurança no mercado».

Nos últimos três anos, a Syngenta cresceu 9% no mercado nacional, tanto no negócio da proteção das culturas, como no negócio das sementes hortícolas. «Temos firmeza nas ideias, segurança na capacidade da distribuição e solidez na equipa da Syngenta, são esses os nossos trunfos para o futuro», revelou Paulo Machado, diretor comercial da Syngenta em Portugal.

Fran Quiroga, responsável pelo portfólio da Syngenta na Península Ibérica

O elevado investimento da Syngenta no desenvolvimento de novas moléculas e na formulação de novos produtos comerciais – 1.300 mil milhões de euros/ano – é a trave mestra para a empresa continuar a liderar o mercado em inovação. «Vamos revolucionar o mercado europeu dos fungicidas nos próximos 3 a 4 anos, lançando produtos formulados com base em moléculas de nova geração, que controlam diversas doenças causadas por fungos, em várias culturas agrícolas e em sementes, através de um novo modo de ação, sem resistências cruzadas com outros produtos», revelou Fran Quiroga, responsável pelo portfólio da Syngenta na Península Ibérica.

A curto prazo, a Syngenta lançará, ainda em 2018, o Affirm Opti, uma nova formulação do conhecido inseticida Affirm, especificamente estudado para controlo de lepidópteros em fruteiras; bem como o Carial Top, uma nova solução para o controlo do míldio e da alternaria nas culturas do tomate e da batata.

Syngenta organiza jornada formativa sobre olival e lança novo herbicida Minsk

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A Syngenta reuniu mais de 100 olivicultores e técnicos numa jornada formativa sobre olival, a 27 de Fevereiro, em Beja. Especialistas desta cultura apresentaram estratégias de proteção do olival contra pragas e doenças e a Casa do Azeite revelou que a produção de azeite em Portugal atingiu um volume recorde de 110.000 toneladas na campanha 2017-2018. A Syngenta, marca líder em soluções para proteção do olival, anunciou o lançamento do seu novo herbicida Minsk para controlo das infestantes mais difíceis em olival, vinha e citrinos.

José Andrés Aparicio, consultor espanhol especializado na cultura do olival, realizou uma apresentação sobre as principais doenças do olival, destacando a gafa, doença que afeta todas as variedades de azeitona e que, se não for devidamente controlada, causa a diminuição do conteúdo de polpa da azeitona, provoca um baixo rendimento em azeite e origina azeites lampantes, com elevada acidez e um gosto desagradável.

«O fungo responsável pela gafa – Gloesporium olivarum – multiplica-se no olival tantas vezes quantas ocorram as condições ideias de temperatura e humidade. Os esporos hibernam no solo e acima de 10ºC o mecanismo da doença é desencadeado», explicou este especialista, alertando que «é habitual os olivicultores realizarem tratamentos contra a gafa no Outono, mas na realidade é importante atuar preventivamente desde já e ao longo de todo o ciclo biológico da azeitona». Os tratamentos com fungicidas à base de cobre são cruciais e deve ser privilegiado o uso de produtos formulados com partículas muito pequenas, como é o caso do Cuprocol, que garantem uma maior e melhor cobertura dos tecidos vegetais (folhas e frutos), conferindo maior proteção contra a doença.

O Cuprocol é um fungicida da Syngenta à base de oxicloreto de cobre utilizado por agricultores em todo o mundo, Entre os segredos do Cuprocol, destaca-se o processo de moagem do oxicloreto de cobre, usando micro-bolas de zircónio, que garantem partículas de substância ativa de tamanho abaixo da micra.
Gilberto Lopes, field expert da Syngenta, apresentou o portfolio da empresa para proteção e nutrição do olival, destacando-se os fungicidas Score 250EC (sistémico para combate ao olho de pavão) e Cuprocol (preventivo, homologado para gafa, olho de pavão e cercosporiose) e os inseticidas Eforia (com ação de contato e ingestão para controlo da traça e da margarónia) e Karate Zeon (com ação de contato e ingestão para controlo da mosca da azeitona, traça, margarónia e algodão).
Na fertilização do olival a Syngenta apresenta uma gama de produtos inovadores como o Zetaminol (fertilizante de aplicação foliar que estimula o vingamento dos frutos), o Stimufol K (favorece o aumento do fruto e o rendimento em azeite) e o Isabion (nutriente biológico rico em aminoácidos que incrementa a resistência da planta a stresses abióticos, nomeadamente geadas).


Minsk não deixa resíduos no azeite
No controlo das infestantes, destaca-se o lançamento do Minsk, homologado para olival, vinha e citrinos. É um herbicida sistémico, composto por Flazassulfurão a 25%, para aplicações em pré-emergência e pós-emergência precoce das infestantes gramíneas, dicotiledóneas e ciperáceas. É rapidamente absorvido pelas folhas e raízes das infestantes em crescimento ativo, permitindo um controlo eficaz das infestantes mais difíceis de controlar, tais como, azevém, milhã-pé-de-galo, balanco, beldroegas, junça ou avoadinha. A sua atividade por contato permite o controlo dos primeiros estádios das infestantes já nascidas.

«O Minsk é seguro do ponto de vista da qualidade do azeite, porque não deixa resíduos na azeitona», garantiu Gilberto Lopes, citando ensaios realizados com aplicação de Minsk, ao dobro da dose autorizada, 5 dias antes de se varejar a azeitona e estando o produto em contato com a azeitona no solo, durante 15 dias, que comprovaram que a substância ativa deste herbicida não foi detetada no azeite.

A Xilella fastidiosa, doença que já devastou parte da produção de olival em Itália, e que foi detetada nas Ilhas Baleares, Espanha, no final de 2017, foi tema de uma sessão de esclarecimento por Rui Rosado, chefe da Divisão de Sanidade Vegetal da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo. Esta bactéria, que se manifesta nas oliveiras, inicialmente pelo ápice das folhas queimado, alastra dos ramos superiores para os ramos inferiores da árvore, levando à sua morte. A doença não foi ainda detetada em Portugal e estão em curso medidas preventivas para evitar a sua entrada no nosso país. A partir de 1 de Março de 2018, todas as plantas de oliveira comercializadas em Portugal terão que ser analisadas em laboratório para despiste da bactéria, uma obrigação dos viveiristas, que deverão fazer acompanhar as plantas do respetivo passaporte fitossanitário, revelou Rui Rosado.

Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite, traçou o panorama da produção e consumo mundial de azeite, que se encontra em crescimento, num cenário de stocks mundiais baixos, o que têm originado preços médios elevados nos últimos 3 anos, acima dos 3€/kg. Portugal obteve na campanha 2017/2018 uma produção recorde de 110.000 toneladas de azeite, 70% das quais produzidas no Alentejo. Ainda de acordo com as estimativas da Casa do Azeite, Portugal poderá atingir as 140.000 toneladas de azeite no ano 2020, ascendendo à posição de 7º produtor mundial, tendo em conta a entrada em produção de novos olivais e considerando o ritmo atual de aumento da área de olival.

«Na última década a qualidade do azeite português melhorou significativamente, a maior parte é virgem extra. As exportações de azeite triplicaram e os principais destinos são Espanha e Itália, predominando a venda de azeite a granel», afirmou Mariana Matos, alertando que há «ainda um grande trabalho a fazer nas exportações de azeite embalado, pois à exceção do Brasil, onde o azeite português detém perto de 50% da quota de mercado, no resto do mundo temos uma presença muito reduzida».